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sábado, 4 de dezembro de 2010

Ele é um em casa e outro na escola

Oscilações de comportamento dentro e fora do ambiente familiar indicam que seu filho quer atenção. Mas por quê?


Na escola, a pequena Giovanna, de 1 ano e 5 meses, é uma criança doce. Passou pelo processo de adaptação inicial como todos os coleguinhas e nunca trouxe pra casa nenhum tipo de reclamação. É um bebê exemplar, faz todas as atividades previstas na hora certa, sem nenhum tipo de contestação. Mas em casa, se perder o pai ou a mãe de vista, ela chora, grita e faz a maior bagunça. “A única coisa que a deixa calma é quando eu e meu marido estamos por perto. Diante disso, temos um sério problema: não podemos ir sequer até a esquina”, conta a administradora de empresas Daniela Pavan D’Amico. Giovanna está longe de ser a única criança com comportamentos completamente distintos em casa e fora dela. Mas o que a faz se comportar de forma tão diferente?

Foto: Guilherme Lara Campos / Fotoarena
Daniela prepara a mochila de Giovanna: exemplar na escola, em casa ela é totalmente diferente e chora ao menor sinal de afastamento dos pais
Crianças são os seres vivos mais imprevisíveis que existem, principalmente quando falamos de um período da vida marcado pela formação da personalidade e do comportamento, processo intrinsecamente relacionado à maneira que a família se relaciona entre si e com o mundo. Todo comportamento desenvolvido pela criança neste período é fruto do que ela aprende em casa, no dia-a-dia com a família. Ou do que ela vivencia em seu primeiro círculo social, a escola.
Quando os padrões de comportamento de uma criança começam a oscilar dentro destas duas esferas, é sinal de que alguma lacuna não foi preenchida, e aí podem começar a surgir problemas. Maus comportamentos como birra, muito choro, questionamento excessivo com o intuito de enfrentamento e agressão, seja em casa ou na escola, são sinais claros de que seu filho quer chamar sua atenção. Só resta saber o porquê. “Querer chamar atenção não é a causa de algum problema, mas o sintoma de algo que a criança está sentindo e que ela não sabe ou consegue explicar”, afirma Denise Santolere Franque, psicopedagoga mestre em criatividade e desenvolvimento escolar.
Seja por comportar-se agressivamente em casa, seja pela falta de disciplina na escola, que gênero de problema esses sintomas indicam? A resposta pode estar mais perto do que você imagina.

Inimigo familiar
De acordo com Mariana Tichauer, psicóloga do grupo Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (EDAC), “quando uma criança é pequena, ela não está adaptada à dinâmica familiar. É preciso ver como esse ambiente receberá esta criança, porque dali pra frente ela vai responder da maneira que o ambiente ensiná-la a responder”. As palavras-chave para o sucesso da relação são segurança e proximidade. Esses dois reforços são tudo o que as crianças precisam.
Se a dinâmica familiar é prejudicada pela ausência dos pais e, consequentemente, pela ausência de autoridade, a criança acaba criando seus próprios parâmetros – além de força para contestar as regras da família, traduzida em manha e berreiros. “Pais ausentes, que dão tudo o que o filho quer e não colocam limites na educação, acabam gerando crianças mais agressivas, já que nunca ouvir ‘não’ aumenta a incapacidade da criança de lidar com as frustrações. Com isso, sempre que a criança ouve um ‘não’ e se frustra, ela se torna ainda mais agressiva dentro da dinâmica familiar”, diz Denise.

Na casa onde vive a contadora Cláudia Azevedo Soares e sua filha Clara, de 3 anos, a dinâmica familiar é natural e tranquila: ainda que seja uma criança questionadora, Clara aprendeu a respeitar os limites impostos pela mãe. Na escola ela é ainda mais exemplar e recebe sempre muitos elogios. No entanto, nos finais de semana na casa do pai e da avó paterna, onde Clara tem tudo o que quer, ela pinta e borda sob os olhos dos mais velhos. “Em casa, ela sempre pergunta o porquê de ter que fazer determinada coisa, mas respeita e acaba fazendo. Já na casa do pai, ela não tem muita noção de regras. E, com isso, ela sente liberdade para fazer cenas de birra e de agredir a avó, até conseguir aquilo que quer”, conta Cláudia.Junte a ausência dos pais à agenda lotada de atividades da criança, todas longe da família, e você terá um cenário em que ela se sente criadora de suas próprias regras, o que reforça a convicção de que ela tem o direito de agir da maneira que quiser, enfrentando a autoridade dos pais sempre que for preciso.

Dentro do grupo
A criança sem parâmetros de autoridade pode chegar à escola de duas maneiras: ela pode encontrar um professor convicto de sua posição de quem coloca as regras, tornando-se assim um aluno obediente. Ou pode encontrar um professor mais vulnerável à agressividade, cristalizando a figura da criança indisciplinada e arredia. As possibilidades são extremas.
Segundo Denise Santolere, a maioria dos pais resiste em perceber que a falta de disciplina de seu filho na sala de aula é reflexo de um modelo desregrado de interação gerado dentro de sua própria casa, onde a criança age de acordo com suas próprias vontades e sob suas próprias regras, terminando por prejudicar, ao ingressar na escola, não só seu próprio processo de aprendizagem em aula como o de toda a turma.
“Antes, a mãe gerenciava a educação do filho, hoje ela trabalha fora. Por isso ela demora mais para perceber que ele está se comportando de maneira atípica. Como a escola vai lidar com a falta de limites? A professora não está lá para disciplinar a criança, este é um papel da família. A escola só dá o suporte”, afirma.

A regra é clara
A reaproximação entre pais e filhos afastados pelas rotinas diárias é um dos principais fatores na luta pelo restabelecimento da posição de cada integrante da família dentro da dinâmica do lar. É necessário que a criança sinta que está sob a orientação do adulto para que ela baixe a guarda diante dos pais. Isso só acontece quando a criança confia em seus pais, e para confiar, ela precisa passar mais tempo perto deles.
A psicóloga Mariana Tichauer conta que, em casos extremos, a busca por ajuda especializada pode ajudar a reforçar os laços entre os pais e a criança, a fim de que a imagem que ela faz de si mesma como quem dita as regras abra espaço para a posição de autoridade exercida pelos pais. Nestes casos, a terapia com a criança nem sempre é a solução mais indicada: quem deve receber orientações sobre como se comportar diante da família são os próprios pais. “As crianças sentem quando os pais estão inseguros, e tudo o que elas precisam nesta fase da vida é segurança. Por isso, quando os casos são muito graves, é preciso procurar orientação sistemática para promover uma readaptação familiar segura e satisfatória”, revela.
Daniela tenta passar segurança e dar muita atenção para Giovanna, passando o máximo de tempo que pode interagindo com a filha, para que ela não precise chorar por atenção quando a mãe vai daqui até ali. Já Cláudia, para orientar sua filha Clara sobre como se comportar tanto na sua casa como na de seu pai, conversa sempre mostrando como é importante agir com respeito com os mais velhos, e quanto amor isso pode lhe render. Ainda que sejam métodos básicos para o estabelecimento do diálogo entre pais e filhos, as soluções para os problemas de casa estão quase sempre escondidas na relação familiar: basta saber se posicionar.

Você sofre da “Síndrome da Mãe Perfeita”?

Cuidado: a ânsia de perfeição pode acabar pondo em risco o desenvolvimento dos seus filhos e o seu próprio equilíbrio

Que os filhos devem ser prioridade na vida de uma mãe, disso não há dúvidas. Mas quando a vontade de sair para fazer as unhas se torna quase impossível de ser atendida – por razões que vão desde falta de tempo ao sentimento de culpa por deixar o filho em casa –, pode ser que a tal prioridade esteja mais para exclusividade, e que a “Síndrome da Mãe Perfeita” já tenha invadido a rotina materna. Prioridade e exclusividade são bem diferentes. E, de acordo com a psicoterapeuta Denise Pará Diniz, Coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Unifesp, dedicar-se por tempo integral aos pequenos não é necessário – nem indicado.
“É preciso tratá-los com prioridade, principalmente nos primeiros anos, mas não se pode esquecer que os filhos também precisam conhecer a mãe como uma pessoa real, que possui qualidades, desejos e necessidades pessoais”, diz Denise. No entanto, por nem sempre ser fácil manter esse equilíbrio, é comum encontrar mães que organizam o dia a dia sempre em razão das atividades dos filhos e, entre elas, há até mesmo as que se esquecem ou acabam deixando de lado os papéis anteriormente desempenhados, como o de esposa e de profissional, por exemplo.

Há aquelas que procuram controlar todas as variáveis da vida para que o filho tenha tudo em mãos e não sinta falta de nada, mesmo quando a criança já está mais velha, e aquelas que, mesmo com os filhos mais crescidinhos, acabam deixando muitas outras atividades de lado por preocupação e sentimento de culpa. Estas atitudes, se não forem policiadas, podem gerar diferentes complicações na vida do filho. E também na vida da mãe.

Foto: Fabio Guinalz/AgNews
Heliana brinca com Brunna e Lívia: "não deixava a babá fazer nada"
Dedicação em xeque

De acordo com a antropóloga Gilda de Castro Rodrigues, autora do livro “O Dilema da Maternidade” (Editora Annablume), há muitos aspectos positivos trazidos pela maternidade. Mas um negativo pode ser crucial: a patrulha social. “A sociedade fica vigilante para qualificar as mães como boas ou ruins, e isso causa uma enorme angústia”, explica. Além disso, na maioria das vezes, o vínculo entre mãe e filho é muito forte e incondicional, e por serem elas as principais responsáveis pelo processo de socialização da criança, já é possível imaginar o quanto algumas acabam exigindo de si mesmas. No caso de Heliana Gabriel da Cunha, 41 anos, não há arrependimento na dedicação.

Mãe de Brunna e Lívia, de 10 e três anos, respectivamente, Heliana deixou de trabalhar quando recebeu o pedido da mais velha para que ficassem mais tempo juntas. “Ela ficava com a avó e eu a buscava depois do trabalho, então acabava participando pouco da vida dela”, conta Heliana. Atualmente, já não é o que acontece: “Eu praticamente vivo em função delas. Até arrumei uma babá quando a mais nova completou nove meses, mas sou eu que tenho que dar banho, dar comida, não saio de perto nenhum minuto. A babá acaba servindo para alguma possível emergência. Não as deixo sozinhas nunca, só quando elas vão para a escola”.

Embora faça tudo isso com satisfação, Heliana confessa que passou os últimos três anos sem dormir uma noite inteira. Sua filha mais nova sempre teve o sono muito inquieto e, se ela chora, a mãe precisa estar por perto. “Eu durmo com a babá eletrônica ao lado e qualquer barulhinho que ouço vou correndo até ela, com medo de que esteja vomitando”, explica. E ela nem é a primeira filha: “Dizem que segundo filho é mais fácil, mas para mim as duas estão sendo da mesma forma. Sou um pouco neurótica, mesmo”, admite.

Fantasia e exagero

Mas, para a psicoterapeuta Denise Pará Diniz, é realmente no início da criação do primeiro filho que mora o maior perigo. “É quando você começa a aprender a ser mãe, então a mulher pode ficar excessivamente preocupada”. Segundo Heloísa Schauff, psicóloga clínica especialista em Terapia de Casal e Família, é comum que as mães de primeira viagem fantasiem que tudo seja perfeito e acabem não conseguindo distribuir o tempo e atenção entre outras funções, além das que exigem os filhos. “Não é exatamente o desejo de ser perfeita, é um sentimento de não se achar boa o suficiente, de não estar fazendo o melhor que pode”, explica. E isso pode acontecer tanto para a mãe que não trabalha fora de casa quanto para a que trabalha.


Foto: Fabio Guinalz/AgNews
Alice e a mãe, Paula, assistem TV: "quero que ela cresça e seja feliz, mas ao mesmo tempo tenho vontade de não soltá-la mais"
“Para quem vive em cidade grande, por exemplo, sempre haverá a sensação de pouco tempo com a criança pela correria do dia a dia, mas é preciso lembrar-se dos limites que a mãe precisa ter”, recomenda a especialista. O conselho também é válido para as mães que estão sempre à disposição dos filhos – e acabam passando da conta. De acordo com Schauff, conforme a criança vai crescendo e adquirindo maior autonomia, algumas utilidades que a mãe possuía antes vão ficando para trás. “Apesar de sermos mães a vida inteira, independentemente dos outros papéis que estejam sendo desempenhados, é preciso permitir que a criança também experimente e amadureça”, explica.

É o que procura alcançar a professora Paula Belmino, de 35 anos. Há quatro anos cumprindo o papel de mãe de Alice com esmero, Paula conta que até hoje ainda fica ao lado da filha até que ela adormeça e, quando a deixa na escola, sofre até de taquicardia por medo do que pode acontecer enquanto estão separadas. “Ao mesmo tempo em que quero que ela cresça e seja feliz, também tenho vontade de querer grudar e não deixar mais crescer”, confessa. A filha se faz presente até nos momentos que ela tem para si só: “Eu me martirizo por sair sem ela. Quando vou ao shopping, por exemplo, ao invés de comprar coisas de que preciso, compro tudo para ela. Acho que toda mãe é um pouco louca”, observa.

Limite para o filho, limite para a mãe

E as crianças, o que ganham com a “Síndrome da Mãe Perfeita”? Nada de muito bom. “Se a mãe é muito permissiva e mima demais os filhos, eles crescem sem saber lidar com frustrações e têm dificuldades maiores que as outras crianças para lidar com as regras fora de casa”, diz Schauff. Se a criança não enfrenta estes desafios ainda dentro de casa, pode se acostumar a obter tudo como quer – e não é bem isso que acontece fora de casa. Na escola, por exemplo, ela tem que aprender a esperar sua vez e a dividir a atenção da professora com os colegas. O mesmo efeito de despreparo infantil pode acontecer se a mãe nunca sair de perto: “A criança vai precisando de outras relações e outras vivências em que sinta que faz as coisas por si só e se supera por si só”, completa Denise.

O mesmo problema pode acontecer com as mães. A mulher que fica cada vez mais em casa com os filhos – ao invés de assumir outras atividades à medida que eles vão crescendo – também pode estar com dificuldades para ter outras vivências, como voltar ao trabalho, e se adaptar a elas. Mas é preciso prestar atenção para certificar-se de que ser mãe em período integral é um plano pessoal, não apenas um esforço para seguir um valor cultural. “Se ela se organizou e quer viver aquilo, não faz mal. O que faz mal é passar dos limites e ter somente isso de dedicação exclusiva”, explica a psicoterapeuta.

Há também o caso de mães que, por terem questões mal-resolvidas com o trabalho ou com o marido, por exemplo, acabam focando somente na maternidade e tornam os pequenos o único mundo a ser vivido – um grande peso e até uma injustiça com a criança. “Por essas e outras que o comportamento de mãe e filho deve ser observado: se a mãe está mais depressiva e cansada e se o filho anda muito egocêntrico, birrento e sem amigos”, explica a psicoterapeuta.


A principal questão a ser esclarecida, porém, é de que a perfeição não existe. Segundo Schauff, o que mais importa é a qualidade do tempo passado com o filho, e não necessariamente a quantidade. “Existe o melhor que a gente pode dar e a necessidade do olhar com parcimônia: é importante ter o tempo para si mesmo, para a relação conjugal, e transitar com saúde e qualidade em todas as esferas. Só assim a criança verá a mãe feliz e satisfeita, o que é muito importante de ser notado”, explica a psicóloga. A partir da percepção de que não há exatamente uma medida ideal, é possível libertar-se das próprias expectativas exageradas e fazer o que é possível pelos filhos, acompanhando-os sempre com carinho e afeto, ultrapassando as fantasias para se tornar uma boa mãe de fato.
Renata Losso, especial para o iG São Paulo | 03/12/2010 16:24

domingo, 4 de julho de 2010

Texto para reunião de pais: Reflexão II

Um menino, com voz tímida e os olhos de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho:



--- Papai, quanto o senhor ganha por hora?


O pai, num gesto severo, responde:


--- Escuta aqui meu filho, isto nem a sua mãe sabe! Não amole, estou cansado.


Mas o filho insiste:


--- Mas papai, por favor, diga, quanto o senhor ganha por hora?


A reação do pai foi menos severa e respondeu:


--- Três reais por hora.


--- Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?


O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:


--- Então era essa a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não amole mais, menino aproveitador.


Já era noite, quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez quem sabe, o filho precisasse comprar algo.


Querendo descarregar sua consciência doída, foi até o quanto do menino e, em voz baixa, perguntou:


--- Filho, está dormindo?


--- Não, papai! (respondeu sonolento o garoto).


--- Olha, aqui está o dinheiro que me pediu. Um real.


--- Muito obrigado, papai, (disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama). Agora já completei, papai. Tenho três reais. Poderia me vender uma hora do seu tempo?

(autor desconhecido)

Reflexão:
Será que estamos dedicando tempo suficente aos nossos filhos?

Texto para reunião de pais: Reflexão...

“Pedido de uma criança a seus pais”

“Não tenham medo de ser firmes comigo. Prefiro assim, isso faz com que eu me sinta mais segura. Não me estraguem, sei que não devo ter tudo o que peço, só estou experimentando vocês. Não deixem que eu adquira maus hábitos, dependo de vocês para saber o que é bom ou mau. Não me corrijam com raiva, aprenderei muito mais se falarem com calma e em particular. Não me protejam das conseqüências dos meus erros, às vezes, eu preciso aprender pelo caminho mais áspero. Não façam promessas que não possam cumprir mais tarde; lembrem-se de que isto me deixará profundamente desapontada. Não me mostrem um Deus carrancudo e vingativo, isto me afastará dele. Não me desconversem quando eu faço perguntas, senão eu procurarei nas ruas as respostas que não tenho em casa. Não se mostrem para mim como pessoas perfeitas e infalíveis, senão ficarei extremamente chocada quando descobrir algum erro de vocês. Não digam que não conseguem me controlar, eu julgarei que sou mais forete do que vocês. Não me tratem como uma pessoa sem personalidade, lembrem-se de que tenho o meu próprio modo de ser. Não viva me apontando os defeitos das pessoas que me cercam, pois isto criará em mim, desde cedo, um espírito intolerante. Não queiram me ensinar tudo de uma vez, nem desistam nunca de me ensinar o bem, mesmo que eu pareça não estar aprendendo. No futuro, vocês verão em mim o fruto daquilo que plantaram, ou então, daquilo que não plantaram.”



(autor desconhecido)

Texto para reunião de pais: Rotina!

Esta música de Arnaldo Antunes e Cia, retrata bem o assunto "Rotina". Mostra, em uma versão bem humorada, que temos horário e momento para realizar diversas atividades, satisfazer nossas vontades e cumprir nossas obrigações.
  




Pequeno Cidadão
Pequeno Cidadão
Composição: Arnaldo Antunes/ Antonio Pinto

Agora pode tomar banho,
Agora pode sentar pra comer,
Agora pode escovar os dentes,
Agora pega o livro, pode ler.


Agora tem que jogar videogame,
Agora tem que assistir TV,
Agora tem que comer chocolate,
Agora tem que gritar pra valer!


Agora pode fazer a lição,
Agora pode arrumar o quarto,
Agora pega o que jogou no chão,
Agora pode amarrar o sapato.


Agora tem que jogar bola dentro de casa,
Agora tem que bagunçar,
Agora tem que sujar de lama,
Agora tem que pular no sofá!


É sinal de educação,
Fazer sua obrigação,
Para ter o seu direito de pequeno cidadão,


É sinal de educação,
Fazer sua obrigação,
Para ter o seu direito de pequeno cidadão.