quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Folclore parte III


Após a Apresentação do 5ano A, foi proposto para que todos os alunos realizassem a atividade, da segunda música, continuou um sucesso e muito divertido! Vejam...


Folclore parte II

Após a Apresentação do 5ano A, foi proposto para que todos os alunos realizassem a atividade. e foi um sucesso! Vejam...


Mulheres que cometem abuso sexual

Na novela, no noticiário e na vida real, a agressão sexual contra crianças cometida por elas é minoria. Mas existe.





Foto: Divulgação/TV Globo
O personagem de Marcello Anthony na novela "Passione" revelou ter sido abusado por uma mulher na infância.
Minoria, sim, mas não inexistente. A psicóloga do hospital Pérola Byington Daniela Pedroso, especialista em violência sexual contra crianças e adolescentes, por exemplo, estima que o número de casos em que uma mulher é a agressora deve ficar em torno de 5% do total. “Fica mais oculto. A denúncia de casos de abuso sexual de forma geral já acontece apenas entre 10% e 20% das vezes que acontece. No caso das mulheres, então, muito menos”. Uma das poucas estatísticas disponíveis é a da percentagem de mulheres encarceradas por delitos sexuais nos EUA – do total de presos naquele país por crimes dessa natureza, as mulheres chegam a 3%.

Se não é inexistente, não é insignificante. Pelo menos não para as vítimas. “Fui seduzido, abusado. Tive minha adolescência toda roubada”, diz o produtor teatral Davi Castro, 28 (leia o depoimento completo aqui). Ele conta que começou a ser abusado por uma professora aos onze anos. Ela convenceu a família do menino a deixá-lo viver com ela, com a promessa de uma vida melhor e mais abastada. Davi então passou a ser amante da professora, casada, dentro da casa dela. Quando ele tinha treze anos, ela engravidou de uma criança que sempre disse ser seu filho – hoje ela se recusa a fazer o teste de DNA. Só aos 19 anos, Davi conseguiu se desvencilhar da situação. “O pedófilo não tem sexo, não é homem nem mulher, é uma pessoa doente”, diz Davi, que contou sua história no livro “Tia Rafaela” (Ed. Panda Books).
Nos últimos dias, dois casos distintos lembraram o país que a violência sexual vem em muitas formas.Uma professora suspeita de abusar de duas alunas de 13 anos foi presa no Rio de Janeiro. Na novela das oito, o personagem Gerson (Marcello Anthony), revelou que foi vítima de uma mulher na infância. Aos poucos, começa-se a falar no assunto.

Como acontece
É comum que a primeira ideia que se tenha quando se fala de abuso sexual seja a de vítimas de violência física. Mas esse tipo é também a minoria. Tradicionalmente, seja o abusador homem ou mulher, uma relação que embaralha afeto e confiança é estabelecida, e a vítima tem dificuldades até mesmo para entender que é uma vítima. “Eu achava que tinha vivido um romance. Achava que éramos namorados. Tinha ciúme dela”, conta Davi sobre a professora.
A confusão de papéis comum nos casos de abuso sexual é ainda mais intensa no caso de mulheres agressoras, o que pode contribuir para a dificuldade de identificação dos casos. São mães, madrastas, empregadas, professoras: os símbolos de afeto e aconchego das crianças. E as nuances do abuso também são muitas. Não é preciso que haja violência ou penetração para ser crime. Criar situações libidinosas como exibir o corpo, fazer brincadeiras sensuais, manipular a genitália são todas formas mais comuns de abuso. O primeiro beijo entre Davi e a professora, por exemplo, aconteceu quando ela propôs uma brincadeira de “trocar a bala”.
Apesar de ressaltar que a fatia feminina entre os abusadores é realmente muito menor que a masculina, com ou sem subidentificação, a professora Ana Lúcia explica que, se por um lado as pessoas podem estar superssensíveis ao desconfiar de qualquer contato mais próximo entre homens e crianças, no caso das mulheres “muita coisa passa despercebida, porque já se aceita que uma mulher passa carinho. O que está por trás disso ninguém nem questiona”.

Confusão
Um administrador paulista de 31 anos conta que, assim como o personagem da novela, conviveu com uma empregada que pedia que ele a acariciasse nua. “Eu tinha nove, dez anos. Me sentia mal, mas meu corpo respondia e eu achava que era isso que era ser homem”, conta. Quando as vítimas são do sexo masculino, o machismo entra como um elemento a mais no já confuso quadro: afinal de contas, nunca se espera que homens rejeitem sexo. “Se for com menino, muitas vezes é tido como iniciação. Ele sofre e não conta”, diz a professora Ana Lúcia. Davi Castro conta que isso contribuiu até para que seu pai demorasse a perceber que o filho era uma vítima. “Mesmo quando a situação já estava clara, ele via quase com orgulho, como se isso fizesse do filho dele mais macho”.
Em geral, a criança só começa a se dar conta do que está acontecendo com ela quando chega à puberdade ou à idade escolar, quando informações ligadas à sexualidade passam a fazer parte de seu cotidiano. “Também percebem quando aparecem casos emblemáticos na mídia, daí a importância de se falar do assunto”, reforça Daniela Pedroso. Davi concorda que o assunto deve ser mais discutido: “Está acontecendo muito, e se a gente falar mais do assunto os casos vão aparecer”, afirma. “Quando eu contava a minha história para os amigos, ouvia sempre ‘ah fulano quando era pequeno também teve um caso com a professora’ ou ‘meu primo namorou a empregada da casa’. Aí pensava: não foi só comigo”.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Danças Circulares 5 ano A

Terapia precoce pode ajudar a prevenir autismo

Aos primeiros sinais, bebês de 6 meses entram na terapia a fim de evitar o autismo.



Foto: Getty Images
Terapia para o bebê reforça troca de olhares entre mãe e filho
Três anos se passaram desde que Diego recebeu o diagnóstico de autismo, aos 2 anos de idade. Desde então, sua mãe Carmen Aguilar já fez incontáveis contribuições para as pesquisas sobre a síndrome. 
Ela doou todos os tipos de amostras biológicas e concordou em manter um diário de tudo o que come, inala ou esfrega na pele. Uma equipe de pesquisadores presenciou o nascimento de seu segundo filho, Emilio. A placenta, algumas amostras de tecido da mãe e as primeiras fezes do bebê foram colocados em um recipiente e entregues para serem analisados. 

Atualmente, a família participa de outro estudo: uma iniciativa de vários cientistas norte-americanos que buscam identificar sinais de autismo em crianças a partir dos 6 meses (até hoje, a síndrome não pode ser diagnosticada de forma confiável antes dos 2 anos de idade). No Instituto MIND , no Davis Medical Center da Universidade da Califórnia, os cientistas estão observando bebês como Emilio em um esforço pioneiro para determinar se eles podem se beneficiar de tratamentos específicos. 

Assim, quando Emilio mostrou sinais de risco de autismo na sua avaliação de 6 meses – não fazia contato visual, não sorria para as pessoas, não balbuciava, mostrava interesse incomum por objetos – seus pais aceitaram de imediato o convite para que ele participasse de um programa de tratamento chamado “Infant Start”. 

O tratamento consiste de uma terapia diária, chamada “Early Start Denver Model” (ESDM), baseada em jogos e brincadeiras. Testes aleatórios têm demonstrado que a técnica melhora significativamente o QI, a linguagem e a sociabilidade em crianças com autismo. Além disso, os pesquisadores dizem que quanto antes tiver início o tratamento, maior será potencial de sucesso. 

"No fundo, o que podemos fazer é evitar que uma certa proporção de autismo ocorra," explica David Mandell, diretor adjunto do Centro de Pesquisas de Autismo do Hospital Pediátrico da Filadélfia. "Eu não estou dizendo que estas crianças estão sendo curadas, mas podemos estar alterando suas trajetórias de desenvolvimento ao intervir precocemente, para que elas nunca sigam o caminho que leve à síndrome. É impossível conseguir isso se ficarmos esperando o completo surgimento da doença."

Observação e interação

Sally Rogers, a cientista do Instituto MIND que acompanha a família Aguilar, conta que já enfrentou muitos desafios na adaptação da terapia de crianças de mais de um ano para os bebês. Mesmo os bebês com desenvolvimento normal para a idade ainda não podem falar ou gesticular, muito menos fingir. 

Rogers pede que os pais prestem atenção no balbuciar e nas interações sociais simples que ocorrem durante as rotinas normais de alimentar, vestir, dar banho e trocar o bebê. 

Durante a primeira sessão com Emilio, de 7 meses, Sally demonstrou aos pais Carmen e Saul jogos de esconde-esconde, cócegas e outras brincadeiras de interação com pessoas. Ela falou sobre as 12 semanas seguintes e como eles fariam para que Emilio trocasse sorrisos, atendesse pelo nome e balbuciasse, começando com uma única sílaba ("ma"), depois passando para duas ("gaga") e mais adiante para combinações mais complexas ("maga"). 

"A maioria dos bebês vem ao mundo com uma espécie de ímã embutido que atrai as pessoas", explica Sally. "Uma coisa que sabemos sobre o autismo é que ele enfraquece esse ímã. Não é que não se interessem, mas eles têm um pouco menos de atração pelas pessoas. Então, como podemos aumentar nosso apelo magnético para chamar sua atenção? " 

A lição número um foi o contato visual. Sally pediu que os pais se revezassem para brincar com Emilio, incentivando-os a ficar cara a cara com o bebê e permanecer na sua linha de visão. Carmen Aguilar inclinou-se sobre o cobertor azul e sacudiu um brinquedo. "Emilio? Onde está o Emilio?" 

Do outro lado do espelho de duas faces, um pesquisador acompanhava a sessão e um assistente monitorava três câmeras de vídeo na sala. Sally Ozonoff, que foi a primeira a escolher Emilio para o estudo, parou para observar. 

"Ele está olhando apenas para o objeto, embora o rosto de sua mãe esteja a oito centímetros de distância", disse ela. "Ele tem um rosto muito sóbrio e tranquilo". 

Saul Aguilar foi o próximo a tentar. Ele colocou Emilio em uma cadeira vermelha feita de um saco de sementes e dobrou os lados sobre o bebê. "Chuá, chuá, chuá!", fez Saul. Nenhuma resposta. 
Ele levantou Emilio para cima de sua cabeça e imitou um avião. Emilio olhou para o teto. 

Então Saul colocou o bebê de volta na cadeira e pegou um lobo de pelúcia. Pôs o lobo sobre a cabeça e deixou-o cair em suas mãos. "Pschooo! Uuooó!” Finalmente, Emilio olhou. "Isso foi ótimo", disse Sally Rogers ao pai do bebê. "Você colocou o brinquedo sobre a cabeça e ele foi atraído para o seu rosto. Você usou o brinquedo para melhorar a interação social. Ao trazê-lo até o seu rosto, Emilio percebe você."

Cérebro e vivências

Embora as causas do autismo ainda sejam um mistério, os cientistas concordam que existe algum fator genético ou biológico envolvido. Tratamentos experimentais como o “Infant Start” visam abordar o ambiente social em que o bebê vive, para descobrir se as mudanças em casa podem alterar o desenvolvimento biológico da doença. 

"As experiências formam os cérebros dos bebês de uma maneira muito física", explica Sally. "As experiências determinam as sinapses; algumas são construídas e outras são dissolvidas." 

Na teoria, se um bebê prefere objetos em vez de rostos, uma "cascata de desenvolvimento" pode começar: os circuitos cerebrais que nasceram para a leitura facial são usados para outro fim, como o processamento da luz ou de objetos. Assim, os bebês perdem a capacidade de entender os sinais emocionais transmitidos pela observação de expressões faciais. Quanto mais tempo o cérebro de um bebê seguir este curso de desenvolvimento, mais difícil torna-se a intervenção. 

Entretanto, o esforço de frear o autismo através de intervenções antecipadas apresenta um problema científico. 

Como não existe um diagnóstico formal de autismo antes dos 2 anos, é impossível distinguir entre os bebês que são ajudados pela intervenção e os que jamais teriam desenvolvido autismo. Os pesquisadores precisam obter uma série de avanços com bebês como Emilio antes de fazer um estudo aleatório, comparando os bebês que recebem o tratamento com aqueles que não o recebem. 

Os pais de Emilio estão felizes por seu filho participar da primeira fase do programa piloto. Eles viram o filho mais velho, Diego, progredir tanto na terapia comportamental entre as idades de 3 e 5, que ficam muito esperançosos com o que poderá acontecer com o mais novo. 

Saul Aguilar largou o emprego em uma empresa de telecomunicações para cuidar de Emilio e trabalhar em seus objetivos todos os dias. Carmen Aguilar havia deixado seu emprego de assistente social quando o primeiro filho recebeu o diagnóstico. Mas os planos para o futuro tiveram que ser revistos depois da avaliação de 6 meses de Emílio. 

"Eu sou a primeira pessoa da minha família a ir para a universidade," diz Carmen Aguilar. "Meu pensamento foi: 'agora já preparei o futuro de meu filho." Mas, depois de saber que Emilio também pode ter autismo, ela diz que "você para de olhar para tão longe no futuro; somos forçados a pensar um dia de cada vez." 


 

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Apresentação do Folclore - agosto 2010

ENSAIOS

Apresentação sobre FOLCLORE, enfatizando as Danças Circulares.
Alunos do 5 ano (A e B), do Colégio Pedroso - Objetivo 

















Canção de Ninar

Este vídeo faz parte de um projeto, elaborado pela minha amiga, prof. Rose , onde pude contribuir com a parte musical. Teremos a exposição deste vídeos e de outros trabalhos, na Feira Cultural do colégio.  Aqui apenas uma mostra do que acontecerá, e com certeza colocarei um post novo!!!


 

domingo, 10 de outubro de 2010

“Oh! que saudades que tenho,da aurora da minha vida,da minha infância querida,que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu



Sempre que é pronunciada provoca um sorriso maroto nos lábios de quem a ouve.
Quem não guarda, no baú de suas recordações, doces lembranças da infância?
Quando falamos em infância, sempre temos uma história deliciosa para contar.
Mesmo as maiores travessuras, aquelas que chegaram a tirar a nossa mãe do sério, hoje se tornaram pérolas que guardamos em nosso coração como jóias raras.
Bons tempos aqueles em que brincávamos com bolinhas de gude na rua de terra. Ao final do dia voltávamos para casa com os bolsos pesados, cheios de bolinhas de vidro, fruto das partidas ganhas e na mão, para poder contemplar a todo o momento, aquela bolinha especial, tão “cobiçada”, com três listras coloridas, prêmio obtido pelo melhor desempenho na partida.
E pular amarelinha! Era divertido desde o momento de procurar um pedaço de tijolo para desenhá-la na calçada. Precisava ter muita noção espacial para não deixar uma casa maior que a outra.
Era sempre a mais velha da turma quem desenhava. E a pontaria! Era preciso muita concentração para mirar e acertar na casa da vez. Equilíbrio então!! Ficar num pé só, abaixar-se para pegar a pedrinha e voltar sem colocar o outro pé no chão, era uma missão e tanto.
Lembro-me com muitas saudades do “jogo da ordem” em que eu atirava a bola contra a parede e ia recitando: ordem, sem lugar, sem rir, sem ……(falar), um dos pés, o outro, uma das mãos, ….. e ia fazendo os gestos pedidos pela música no tempo da bola bater na parede e voltar. Se a bola caísse no chão, eu perdia a vez (é obvio).
Nos dias de chuva brincávamos de cama de gato, jogo da velha, três marias….
Passávamos o dia todo entretidos com estas brincadeiras.
Riamos muito, corríamos até perder o fôlego, pulávamos, cantávamos, tudo ao som estridente das vozes infantis.
Quando a tarde chegava, tomava banho e me sentava diante da TV para assistir desenho animado. Era o Pica-pau fazendo das suas, o Plic e o Ploc enganando o Chuvisco, o Tom e o Jerry que nunca se entendiam. Depois dos desenhos vinham os episódios dos Três Patetas, como eu ria das palhaçadas deles.
Também havia o seriado do Zorro. Este ativava muito a minha imaginação. Eu amarrava um lençol no pescoço e colocava a meia preta do meu pai sobre os olhos, deixando uma fresta para poder enxergar e pulava de cima do sofá para o chão empunhando numa das mãos como se fosse uma espada, a colher de pau da minha mãe.
Era uma delícia!
Depois jantava e às nove horas da noite, quando começava a tocar na TV a música dos cobertores Parahyba “Tá na hora de dormir, não espere a mamãe mandar…” eu tinha que dar boa noite rapidinho e ir para o meu quarto dormir, caso contrário no dia seguinte ficava sem assistir televisão.
Eu sabia que daquele horário em diante era só programa de adulto, então, como eu ainda era criança, não podia assistir.
É uma pena que as crianças de hoje não possam usufruir dessas delícias, primeiro em razão do progresso, brincar na rua nem pensar, o trânsito é imenso e a falta de segurança é outro fator crucial.
Temos também que concordar que hoje os tempos são outro, a tecnologia é outra, os tipos de brinquedos são outros, só que isto está acabando com o espírito infantil.
No tempo citado acima não havia variedade de brinquedos mas o que havia em grande quantidade era imaginação,  fantasia e criatividade.
Hoje, o consumismo tomou o lugar do brincar.
A criança quer muito um determinado brinquedo, logo após ganhá-lo já começa a pedir outro.
Quando a criança vai à casa de um amiguinho para brincar e leva um brinquedo novo – o brinquedo que a criança carrega consigo é sempre “o novo” pois o que ele ganhou ontem “é velho” e não tem mais importância - ela o fica segurando todo o tempo.
Não brinca com ele, não o empresta, apenas o exibe.
Com relação às meninas, fazem uma verdadeira coleção de bonecas da moda. É uma boneca com roupa de praia, outra com a roupa que vai esquiar, a com roupa para ir ao supermercado, a com roupa de festa e assim vai.
E mesmo tendo todas estas bonecas, ela ainda não se sente satisfeita, pois sua amiguinha tem uma com um modelo que ela ainda não tem, então ela vai pedir este outro modelo, incessantemente, até conseguir.
Agora me responda, elas brincam com as bonecas? Não! Elas apenas as exibem e comentam que vão ganhar mais esta ou aquela.
Este tipo de comportamento roubou o prazer do brincar do faz de conta.
O que existe agora é o adquirir, o competir, a satisfação relâmpago do TER.
A criança de hoje não conversa mais com seus bichinhos, não sabe brincar sozinha, não se entretem com nada!
Ops!!! Mas tem o videogame! Realmente o “must” agora é o videogame. As crianças ficam sentadas no sofá, quase nem piscam, praticamente nem se lembram de fechar a boca e ficam ali, com os olhos arregalados, com a língua pendurada do lado de fora da boca, só movimentando os dois dedões, um de cada mão, é claro, vidradas nas imagens que elas têm o poder de movimentar para o lado que quiserem.
Quando acaba a força do “boneco”, que é computada pela quantidade de sangue que aparece na parte inferior do vídeo, é que se lembram de olhar em volta e se dão conta de que estão no sofá da sala e que perderam ou ganharam o “game”.
Passam horas ali sentadas sem perceber que estão na mesma posição o tempo todo.
Quando a noite chega, só se afastam um pouco mais para o canto do sofá para dar lugar aos outros membros da família que também querem ali se sentar.
Então começam as novelas das 6h, das 7h, o Jornal, a novela das 9h e elas ali assistindo a tudo isto.
Ninguém se importa se elas têm 2 ou 3 ou 4 ou 5 anos.
Assistem a tudo com muita atenção, afinal tudo ali é muito interessante. Tem traição, tem assalto, tem assassinato, tem desfalque, tem seqüestro, tem sexo, tem… tem…E elas ali vendo tudo isso.
Continuam com os olhos arregalados e com a boca aberta, totalmente concentradas no que estão assistindo.
Diante desta realidade toda não sobra lugar para a fantasia.
É uma pena que as coisas estejam caminhando desta forma.
Isto irá gerar, no futuro, um vazio muito grande nessa geração infantil, pois tudo de bom que levamos, pela vida afora, são as lembranças dos nossos tempos de criança.
São estas lembranças que nos energizam no dia a dia.
Sempre haverá uma música antiga ou um aroma de perfume que nos transportará para um tempo, não muito distante, onde éramos simplesmente crianças.
Reflita sobre isso e proporcione um DIA DAS CRIANÇAS totalmente diferente para seus filhos. Tenho certeza que eles irão adorar a “novidade”.

 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010


Resistir ao retorno pode ser só uma manha passageira ou indicar situações mais graves. Para cada caso, há uma recomendação.



É hora de dar adeus aos dias de folga e voltar à rotina com aulas, tarefas de casa e trabalhos escolares. Algumas crianças estão com saudades dos colegas e das atividades, mas outras não podem nem ouvir falar em volta às aulas sem ter uma dor de barriga instantânea. Como os pais podem lidar com a criança que resiste a voltar das férias?
O primeiro passo é descobrir o que esta resistência quer dizer. "O 'não quero ir para a escola' pode ter vários sentidos", alerta a psicoterapeuta Ana Gabriela Andriani, doutora em Psicologia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Pode ser apenas uma recusa natural e passageira à ideia de voltar a acordar cedo, ter menos tempo para brincadeiras e mais responsabilidades - do mesmo tipo que qualquer adulto sente ao terminar as férias e encarar a volta ao trabalho.
Outras vezes a resistência se apresenta mais constante, tendo aparecido inclusive antes das férias. Nesse caso, o motivo pode estar escondido em uma mudança na rotina escolar: troca de professora, de classe ou de escola ou até mesmo ameaças de bullying. "O diálogo com a escola é fundamental", define Ana Gabriela. Só assim os pais podem entender se a resistência à volta às aulas é só manha ou se esconde algum problema mais sério.
A pura e simples manha, aliás, também pode ser acolhida. Afinal, quem é que gosta, seja adulto ou criança, de voltar das férias? "Acolher a manha não significa permitir que a criança não volte para a escola", diz Ana. Basta conversar com a criança e explicar que esta preguiça é natural, que todos sentem, mas que nem por isso podemos ficar em casa para sempre.
João David Cavallazzi Mendonça, psicoterapeuta familiar, concorda. "Precisa dar à criança o direito de sentir preguiça e sentir vontade de nao acordar - embora isso não signifique em absoluto que ela vá poder dormir até tarde e faltar às aulas".
Agendas lotadas
Não querer voltar para a escola pode ser um alerta para um problema muito comum entre as crianças de hoje: o excesso de atividades extracurriculares impostas pelos pais. A garotinha que faz balé às terças e quintas, natação às quartas e sextas e piano às segundas e sábados certamente vai sentir muita falta de um mês em que teve tanta tempo livre - um verdadeiro artigo de luxo para ela.
Dicas práticasOs pais se esquecem de que tempo livre, para uma criança, significa tempo para brincar. E brincar é essencial. "A brincadeira é fundamental para o desenvolvimento social, cognitivo, afetivo, da criatividade. A criança precisa de tempo para ser criança", ressalta a psicoterapeuta. 
Para que a transição da rotina seja o mais suave possível, João sugere que os pais estabeleçam uma mudança gradual. Se a criança está dormindo mais tarde e acordando mais tarde, que tal, alguns dias antes do retorno à escola, já colocá-la mais cedo na cama - e acordá-la mais cedo também? O ideal é aproximá-la ao máximo da rotina que volta em breve, tanto em horários de sono como nos de refeições.
Incluir a criança na preparação da volta às aulas é outra ideia. "Peça ajuda para lavar a mochila, preparar os uniformes, comprar o material de reposição", indica o psicoterapeuta. Vale também ler um trecho de um livrinho ou apostila que será solicitado no segundo semester - tudo para que seu filho vá se habituando com a presença destes elementos de volta ao seu dia a dia.

A Galinha Pintadinha, 5 ano B

A Galinha Pintadinha, 5 ano A

A Galinha Pintadinha....


















Alunos do Quinto ano A e B