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domingo, 6 de novembro de 2011

Definição de Filho....

"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de:
- como amar alguém além de nós mesmos,
- como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos,
- de aprendermos a ter coragem.

Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder? Como?  Não é nosso, recordam-se?

Foi apenas um empréstimo".

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Conjutivite

Capital registra quase 120 mil casos em 2011; doença está mais contagiosa

CONJUNTIVITE

06 de abril de 2011 | 0h 00
http://www.estadao.com.br/fotos/conjuntivitep.jpgUm vírus contagioso e muito resistente, que passou oito anos sem circular intensamente em São Paulo, é o responsável pelo surto de conjuntivite deste ano na região. Até 25 de março, a capital tinha 119.148 notificações da doença, segundo o Centro de Controle de Doenças, órgão ligado à Secretaria Municipal da Saúde. O número de casos na cidade já supera em quase quatro vezes o total verificado no Estado todo nos três primeiros meses de 2010, período que contou com cerca de 32 mil casos.

O enterovírus Coxsackie A24 não era registrado nesta proporção em São Paulo desde 2003. Para os especialistas, a população está mais suscetível a este agente infeccioso justamente pelo longo período sem muito contato com o vírus, que é bastante resistente ao sistema de defesa do corpo e também ao ambiente externo – ele pode permanecer vivo em um telefone, por exemplo, por sete dias.
Segundo os oftalmologistas ouvidos pela reportagem, a quantidade de pessoas afetadas deve ser ainda maior levando-se em conta as duas últimas semanas, que não entraram nos números da Secretaria. “Estamos atendendo, em média, 400, 500 casos de conjuntivite por dia. Normalmente são menos de cem”, diz Denise de Freitas, chefe do Departamento de Oftalmologia do Hospital São Paulo, da Unifesp.
No Hospital das Clínicas, da USP, a média de atendimentos também gira em torno de 500 pessoas por dia, um aumento expressivo. Em 18 de março, quando o JT noticiou a epidemia de conjuntivite na capital, a instituição já contabilizava 300 atendimentos por dia – eram esperados 100 para o período.
A predominância de casos provocados pelo Coxsackie A24 na epidemia deste ano foi identificada pelo Instituto Adolfo Lutz. Capaz de permanecer até uma semana em objetos usados pelo paciente, o vírus também é transmitido na fase latente. “Mesmo sem sintomas, a pessoa pode estar transmitindo”, diz Carolina Paranhos, oftalmologista do Hospital de Olhos de São Paulo.
http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/files/2011/04/conjunt.jpg

(Foto: Jose Patricio/AE)
Em outros casos, a conjuntivite provocada pelo Coxsackie A24 pode trazer sintomas quase instantâneos. “É a conjuntivite explosiva: a pessoa está bem, vai deitar, e acorda com os olhos irritados”, diz Denise. “É uma espécie de gripe dos olhos”, completa.
Os médicos dizem que não há imunidade completa contra a conjuntivite – só a forma viral da doença pode ser causada por 12 tipos principais de vírus. Uma vez contaminado por um agente, o organismo desenvolve defesas contra aquele subtipo específico.
Apesar de ser predominante no surto atual, o Coxsackie A24 não é o vetor mais comum da doença. “O tradicional é a conjuntivite viral por adenovírus, também altamente contagioso”, explica Denise. Por serem mais comuns, os adenovírus têm efeito menor que o Coxsackie A24. Para os especialistas, o contato mais frequente com o adenovírus ao longo dos anos contribuiu para a maior resistência da população contra esse tipo viral.
O Coxsackie A24 costuma provocar hemorragias na conjuntiva – membrana que forra a parte branca dos olhos e a face interna das pálpebras. “A duração da doença é de sete a dez dias”, afirma Aderbal de Albuquerque Alves Júnior, presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Os demais sintomas são comuns a todas as conjuntivites.

domingo, 10 de outubro de 2010

“Oh! que saudades que tenho,da aurora da minha vida,da minha infância querida,que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu



Sempre que é pronunciada provoca um sorriso maroto nos lábios de quem a ouve.
Quem não guarda, no baú de suas recordações, doces lembranças da infância?
Quando falamos em infância, sempre temos uma história deliciosa para contar.
Mesmo as maiores travessuras, aquelas que chegaram a tirar a nossa mãe do sério, hoje se tornaram pérolas que guardamos em nosso coração como jóias raras.
Bons tempos aqueles em que brincávamos com bolinhas de gude na rua de terra. Ao final do dia voltávamos para casa com os bolsos pesados, cheios de bolinhas de vidro, fruto das partidas ganhas e na mão, para poder contemplar a todo o momento, aquela bolinha especial, tão “cobiçada”, com três listras coloridas, prêmio obtido pelo melhor desempenho na partida.
E pular amarelinha! Era divertido desde o momento de procurar um pedaço de tijolo para desenhá-la na calçada. Precisava ter muita noção espacial para não deixar uma casa maior que a outra.
Era sempre a mais velha da turma quem desenhava. E a pontaria! Era preciso muita concentração para mirar e acertar na casa da vez. Equilíbrio então!! Ficar num pé só, abaixar-se para pegar a pedrinha e voltar sem colocar o outro pé no chão, era uma missão e tanto.
Lembro-me com muitas saudades do “jogo da ordem” em que eu atirava a bola contra a parede e ia recitando: ordem, sem lugar, sem rir, sem ……(falar), um dos pés, o outro, uma das mãos, ….. e ia fazendo os gestos pedidos pela música no tempo da bola bater na parede e voltar. Se a bola caísse no chão, eu perdia a vez (é obvio).
Nos dias de chuva brincávamos de cama de gato, jogo da velha, três marias….
Passávamos o dia todo entretidos com estas brincadeiras.
Riamos muito, corríamos até perder o fôlego, pulávamos, cantávamos, tudo ao som estridente das vozes infantis.
Quando a tarde chegava, tomava banho e me sentava diante da TV para assistir desenho animado. Era o Pica-pau fazendo das suas, o Plic e o Ploc enganando o Chuvisco, o Tom e o Jerry que nunca se entendiam. Depois dos desenhos vinham os episódios dos Três Patetas, como eu ria das palhaçadas deles.
Também havia o seriado do Zorro. Este ativava muito a minha imaginação. Eu amarrava um lençol no pescoço e colocava a meia preta do meu pai sobre os olhos, deixando uma fresta para poder enxergar e pulava de cima do sofá para o chão empunhando numa das mãos como se fosse uma espada, a colher de pau da minha mãe.
Era uma delícia!
Depois jantava e às nove horas da noite, quando começava a tocar na TV a música dos cobertores Parahyba “Tá na hora de dormir, não espere a mamãe mandar…” eu tinha que dar boa noite rapidinho e ir para o meu quarto dormir, caso contrário no dia seguinte ficava sem assistir televisão.
Eu sabia que daquele horário em diante era só programa de adulto, então, como eu ainda era criança, não podia assistir.
É uma pena que as crianças de hoje não possam usufruir dessas delícias, primeiro em razão do progresso, brincar na rua nem pensar, o trânsito é imenso e a falta de segurança é outro fator crucial.
Temos também que concordar que hoje os tempos são outro, a tecnologia é outra, os tipos de brinquedos são outros, só que isto está acabando com o espírito infantil.
No tempo citado acima não havia variedade de brinquedos mas o que havia em grande quantidade era imaginação,  fantasia e criatividade.
Hoje, o consumismo tomou o lugar do brincar.
A criança quer muito um determinado brinquedo, logo após ganhá-lo já começa a pedir outro.
Quando a criança vai à casa de um amiguinho para brincar e leva um brinquedo novo – o brinquedo que a criança carrega consigo é sempre “o novo” pois o que ele ganhou ontem “é velho” e não tem mais importância - ela o fica segurando todo o tempo.
Não brinca com ele, não o empresta, apenas o exibe.
Com relação às meninas, fazem uma verdadeira coleção de bonecas da moda. É uma boneca com roupa de praia, outra com a roupa que vai esquiar, a com roupa para ir ao supermercado, a com roupa de festa e assim vai.
E mesmo tendo todas estas bonecas, ela ainda não se sente satisfeita, pois sua amiguinha tem uma com um modelo que ela ainda não tem, então ela vai pedir este outro modelo, incessantemente, até conseguir.
Agora me responda, elas brincam com as bonecas? Não! Elas apenas as exibem e comentam que vão ganhar mais esta ou aquela.
Este tipo de comportamento roubou o prazer do brincar do faz de conta.
O que existe agora é o adquirir, o competir, a satisfação relâmpago do TER.
A criança de hoje não conversa mais com seus bichinhos, não sabe brincar sozinha, não se entretem com nada!
Ops!!! Mas tem o videogame! Realmente o “must” agora é o videogame. As crianças ficam sentadas no sofá, quase nem piscam, praticamente nem se lembram de fechar a boca e ficam ali, com os olhos arregalados, com a língua pendurada do lado de fora da boca, só movimentando os dois dedões, um de cada mão, é claro, vidradas nas imagens que elas têm o poder de movimentar para o lado que quiserem.
Quando acaba a força do “boneco”, que é computada pela quantidade de sangue que aparece na parte inferior do vídeo, é que se lembram de olhar em volta e se dão conta de que estão no sofá da sala e que perderam ou ganharam o “game”.
Passam horas ali sentadas sem perceber que estão na mesma posição o tempo todo.
Quando a noite chega, só se afastam um pouco mais para o canto do sofá para dar lugar aos outros membros da família que também querem ali se sentar.
Então começam as novelas das 6h, das 7h, o Jornal, a novela das 9h e elas ali assistindo a tudo isto.
Ninguém se importa se elas têm 2 ou 3 ou 4 ou 5 anos.
Assistem a tudo com muita atenção, afinal tudo ali é muito interessante. Tem traição, tem assalto, tem assassinato, tem desfalque, tem seqüestro, tem sexo, tem… tem…E elas ali vendo tudo isso.
Continuam com os olhos arregalados e com a boca aberta, totalmente concentradas no que estão assistindo.
Diante desta realidade toda não sobra lugar para a fantasia.
É uma pena que as coisas estejam caminhando desta forma.
Isto irá gerar, no futuro, um vazio muito grande nessa geração infantil, pois tudo de bom que levamos, pela vida afora, são as lembranças dos nossos tempos de criança.
São estas lembranças que nos energizam no dia a dia.
Sempre haverá uma música antiga ou um aroma de perfume que nos transportará para um tempo, não muito distante, onde éramos simplesmente crianças.
Reflita sobre isso e proporcione um DIA DAS CRIANÇAS totalmente diferente para seus filhos. Tenho certeza que eles irão adorar a “novidade”.

 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Liberte seu potencial para o Canto - parte II


*Cante Se Estiver Feliz...Mas Se Estiver
Triste, Cante Também!*
Cantamos geralmente quando nos sentimos alegres, de bem com a vida e com o mundo. Mas o canto é considerado também um remédio para a tristeza. E você nem precisa fingir que está feliz para cantar e espantar o desalento. "Você pode cantar de forma triste, mas aos poucos vai transformando a tristeza até se livrar dela", explica a professora Meca.
O importante, segundo a terapeuta, é cantar de forma intencional, com consciência, ainda que seja no chuveiro.
Meca observa, porém, que entre o cantar com objetivo estético - ou apenas para relaxar - e adotar o canto como terapia, há um longo caminho. Ela explica que cantar em grupo funciona como uma prevenção. Embora saudável, cantar em karaokês e em corais ou com o objetivo de aprimorar-se como profissional, não é considerado uma terapia. "Comprar flores pode ser terapêutico para algumas pessoas, mas não é terapia", compara Adelina. Ela observa que terapia pressupõe a existência de um terapeuta - alguém com formação específica para o exercício do cargo -, que vai fazer um diagnóstico, determinar uma linha de tratamento, definir um objetivo.
A professora situa a cantoterapia entre a fisioterapia e psicoterapia. É uma atividade que, segundo ela, busca o desenvolvimento humano como um todo – corpo, alma, espírito e mente -, por meio de várias técnicas e exercícios que são dirigidos com finalidade específica. A escolha das músicas não é aleatória. Em um momento, o terapeuta pode escolher canto gregoriano, se o objetivo for acalmar a pessoa. Em outro, pode optar por uma música mais alegre se quiser levantar o astral do praticante.
*Cantar Eleva Corpo E Alma*
A professora Adelina ressalta, porém, que cantar, de forma terapêutica ou não, é um exercício saudável para o corpo e a alma. Primeiro, porque é uma atividade que está intimamente ligada à respiração, função vital para o ser humano. "O canto se utiliza do ar e da respiração para que o som surja", explica Adelina. A respiração é praticada em meio à emissão de fonemas, tons, melodias e ritmos. Outro ponto positivo é que cantar é um exercício complexo, que envolve vários órgãos, como a laringe, o diafragma, o pulmão, entre outros, além de equilibrar a emoção. E o
melhor: não tem contra-indicação, pode ser praticado por pessoas de todas as idades.
"Qualquer idade é a idade certa para melhorarmos como seres humanos", diz Sonia Joppert, que afirma ter alunos entre 12 e 85 anos. "O palco da cantoterapia é o palco da vida", diz.
O fato é que você não precisa, necessariamente, fazer terapia para aplicar os benefícios do canto em sua vida. Adelina lembra que se o objetivo for apenas relaxar, os corais são excelentes escolhas, pois têm importante aspecto social. Neles as pessoas interagem e acabam tornando-se amigas. Meca Vargas ressalta que no início essa interação pode ser muito sutil. "Dá-se apenas pela voz, que vai se misturando uma com as outras", diz. Mas aos poucos vai evoluindo até chegar à fala. "Depois, o participante se libera e pode começar a conversar com outras pessoas", diz.
Quem é muito tímido ou tem tendência para ser o tipo anti-social, pode integrar-se a um coral e tornar a convivência com os outros mais agradável. "O canto é um dos grandes recursos para a sociabilização", afirma Meca. Para a professora, na atual sociedade marcada pela pressa e pelo constante surgimento de novas tecnologias, o canto é uma saída para o ser humano voltar-se para si, para o próprio centro.
"O lado técnico é muito bom", afirma Meca. "Mas é importante que o lado humano também seja trabalhado". Adelina concorda e lembra que são muitas as situações cotidianas que alienam o indivíduo. "As pessoas vão perdendo o contato com elas mesmas", afirma a professora. "O canto ajuda a recuperar o equilíbrio", conclui.
Afinada com ambas as professoras, Sonia Joppert destaca que em um estilo de vida estressante como a maioria leva, é preciso encontrar um momento para si, buscar um momento de prazer. "Com isso, "nutrir-se" o suficiente para "alimentar" também quem estiver à sua volta", diz. Com o lema "Cantar para ser feliz", ela lançou recentemente o CD Sonia Joppert canta o lado bom da vida. O disco, feito em parceria como Roberto Menescal, reúne MPB, cujas letras falam de esperança e otimismo.
*Origem Remota - Acredita-Se Que O Uso Das Artes De Forma Terapêutica Remonta À Grécia Antiga*
Adelina Rennó dá um exemplo de como o canto é utilizado de forma terapêutica desde os tempos remotos.
Ela observa que os rituais de cura, realizados pelos pajés em suas tribos, constituem-se não apenas de remédios, mas também de manifestações artísticas.
"Antes de oferecer o remédio para alguém o pajé canta e dança", diz. A professora observa que somente no século XX o uso das artes como terapia passou a ser alvo de investigações científicas. As pesquisas que deram origem à Escola do desvendar da voz, desenvolvidas por Valborg Werbeck-Svärdström, iniciaram-se em 1912. Foram fundamentadas nos princípios da Antroposofia (doutrina espiritual criada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner, que viveu entre 1861 a 1925).
As descobertas de Valborg foram registradas em um livro com o mesmo título da escola (Escola do desvenda da voz - Um caminho para a redenção na arte do canto), publicado no Brasil pela Editora Antroposófica (www.antroposofica.com.br). A cantora conta no livro como perdeu a voz em plena juventude e a recuperou graças às descobertas de suas pesquisas. Apesar de ter recuperado a voz, ela abandonou a carreira e dedicou o resto de sua vida para aprimorar e difundir seu método de compreensão e desenvolvimento da voz humana. Suas descobertas foram reconhecidas por Rudolf Steiner como "um caminho de auto-educação para o canto".
"Se aprendermos a nos deixar conduzir por nosso ouvido interior e exterior, exercitando a escuta, prestando atenção ao som oculto, então o princípio que dá origem ao tom musical se tornará interiormente audível para nós, e esse som primordial irá aos poucos reluzir em nossos próprios tons e em sua ressonância exterior. Ele será cada vez mais evidente para o ouvido externo, e pouco a pouco se libertará de dentro dos tons presos à corporalidade." Valborg Werbeck-Svärdström
"Assim como o canto dos pássaros enobrece o esplendor da natureza por sua beleza, também o homem, no desabrochar de sua voz, pode tornar sublime este mundo da arte do canto e vir a ser seu co-criador." Astrid Prokofieff
Autora: Maria de Lima

Como Se Escreve...


  1. COMO SE ESCREVE ...
  2. Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do jardim de infância pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam. Joey desenhou a sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras.
  3. Desejando escrever uma palavra acima do círculo, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora e disse: - Professora, como a gente escreve...? Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula.
  4. Joey dobrou o papel e o guardou no bolso. Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.
  5. Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse. - Mamãe, como a gente escreve...? - Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta, foi a resposta dela. Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso.
  6. Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai. Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai, e disse: - Papai, como a gente escreve...?
    • Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta.
    • O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso.
    • No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.
  7. Os anos passaram...
  8. Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e ela disse: - Este aqui é você, papai! A garota também riu. O pai olhou pra o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo.
  9. Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou: eu volto logo! E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou:
    • Papai, como a gente escreve AMOR ?
    • Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:
    • - AMOR , querida, AMOR se escreve com as letras T ... E ... M ... P ... O ( T E M P O ).
  10. Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive. Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição.
  11. Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo... ...bom, o tempo é uma questão de escolha. Autor Desconhecido.......