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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Plano de aula - Música

Ritmo de aprendizado - até 3 anos


Objetivo
Estimular a percepção dos sons e as habilidades musicais.

Tempo estimado

30 minutos, uma ou duas vezes por semana.
Materiais necessários

Instrumentos de percussão, sucatas que produzam som, guizos e CDs.
Organização da sala

Em roda.

Atividade 1

Algumas cantigas e brincadeiras de roda convidam à marcação do pulso básico ou do tempo forte da música.
Palma, palma, palma (bater palmas no tempo forte)
Pé, pé, pé (bater o pé no chão)
Roda, roda, roda (rodar no lugar)
Caranguejo peixe é! (no é, agachar no chão)

Outras propõem uma experiência rítmica.
Rá, rá, rá, a minha machadinha,
Rá, rá, a minha machadinha,
Quem te pôs a mão sabendo que és minha?
Quem te pôs a mão sabendo que és minha? (rodar de mãos dadas)
Se tu és minha eu também sou tua,
Se tu és minha eu também sou tua,
Pula machadinha para o meio da rua
Pula machadinha para o meio da rua
(pular para o meio da roda)
No meio da rua não hei de ficar
No meio da rua não hei de ficar
Pula machadinha para o teu lugar
Pula machadinha para o teu lugar
(pular de costas para seu lugar original na roda)

Atividade 2

O ritmo está presente também no falar, nos poemas e nas parlendas.
Chuva, chuva, chuvisquinho
Sua calça tem furinho
Chuva, chuva, chuvarada
Sua calça está furada

Atividade 3

A roda começa girando devagar e acelera até chegar ao dez
A galinha do vizinho
Bota ovo amarelinho
Bota um, bota dois, bota três, bota
quatro ... bota nove, bota dez! (todos se agacham)

Atividade 4

Estimule o acompanhamento de canções com palmas, brinquedos ou instrumentos musicais feitos com sucata ou objetos do cotidiano. Eles foram chamados pela pesquisadora argentina Judith Akoschky de ¿cotidiáfonos¿, pois são construídos com base no que se tem disponível. São dessa categoria peças como maçanetas ou torneiras (percutidas com ferrinhos, emitem um som metálico e bonito), guizos (amarrados com fita nos pulsos ou tornozelos, tocam quando movimentados) e radiografias (quando agitadas, produzem um barulho engraçado).

Avaliação Não espere uma coordenação rítmica exata nas atividades. Esse ainda não é o objetivo nessa faixa etária. O mais importante é proporcionar
a experiência de fazer música e compartilhá-la com os amigos em momentos de alegria e sensibilidade.

http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/desenvolvimento-e-aprendizagem/importancia-garatuja-educacao-infantil-crianca-520247.shtml

Plano de aula - Artes

Desenho na sombra


Objetivos - Desenvolver a observação
- Observar as formas das sombras
- Marcar as sombras com desenho

Conteúdos - Desenho
- Sombra

Tempo estimado 20 minutos

Material necessário Giz de lousa branco, um para cada criança

Desenvolvimento da atividade Buscar um espaço cimentado em que há uma sombra bem visível e sentar em volta. Brincar de colocar partes do corpo na sombra e depois tirar. Criar outras sombras com a mão, com a cabeça... Combinar com as crianças de fazer marcas no interior das sombras. Propiciar que uma criança faça sombra com o corpo e as outras desenhem no interior desta sombra. Deixar que elas explorem o desenho e criem suas marcas sem necessidade de contornar as sombras. Não apagar os desenhos e voltar para eles depois que a sombra mudou de lugar, portanto é necessário ter uma sombra de um elemento fixo. Questionar: o que será que aconteceu? Deixar que criem suas explicações orais e corporais. Pode haver crianças que não queiram desenhar no interior das sombras, mas onde tem luz, observe então o que ela pesquisa e intervenha sem rigidez, pois o objetivo é para aguçar a observação e trabalhar com sombra/luz e desenho.

Avaliação
Observe a exploração das crianças, quais as curiosidades que têm em relação à sombra. Valorize a observação, incentivando-as a buscar outras sombras, assim como a criá-las.

Ao desenharem no interior da sombra, comente a pesquisa das crianças, socializando as descobertas enquanto trabalham. Registre a pesquisa das crianças, o que falaram, como agiram, desenharam, para que possa utilizar como ponto de partida para uma próxima exploração com sombra e desenho.


Quer saber mais?
Bibliografia
Fazer e Pensar Arte, Anna Marie Holm, 161 págs, publicado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Baby- Art, Os primeiros passos com a arte, Anna Marie Holm, 94 págs, publicado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Bambini, Arte, artisti, 157 págs, publicado por Reggio Children.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Plano de Aula - desenho

É grafite ou não é?

Objetivo
Discutir as relações entre a arte e o lugar em que é exposta e fazer com que os alunos experimentem ações como espectadores de arte.
Conteúdos Arte contemporânea, grafite

Anos 8º. e 9º. ano

Tempo estimado
Três aulas

Materiais necessários Cópia dos textos "Grafite e Cia." e "Cidade Muda”; folha de monobloco e caneta ou lápis preto; para o varal ou mural – barbante e pregador ou papel colorido para o fundo e fita crepe; acesso à rede no laboratório de informática da escola ou cópia da entrevista dos grafiteiros gêmeos transcrita.
Desenvolvimento

Aula 1  Para iniciar as atividades, monte um mural ou varal com imagens de grafite – retiradas de revistas, jornais ou da internet - e peça que os alunos observem os materiais. Peça que pesquisem em casa outras referências e tragam na aula seguinte.


O grafite de Titi Freak, trabalhado em painel para a mostra De Dentro para Fora / De Fora para Dentro no Masp (Museu de Arte de São Paulo).


Em seguida, explique à moçada o objetivo da sequência didática: aprofundar o conhecimento da turma sobre o grafite e discutir as opiniões de cada um em relação ao tema. Diga a eles que, para isto, durante as próximas aulas vão ler textos, ouvir depoimentos e escrever pequenos textos para poder debater o assunto.

Organize a turma em grupos de quatro alunos e solicite que leiam o texto abaixo, que divulga uma exposição de grafite no MASP- Museu de Arte de São Paulo. Proponha que a primeira leitura seja silenciosa e realizada individualmente. Em seguida, peça que façam uma leitura em grupo, procurando um fragmento no texto – pode ser frase – que considerem a mais importante para compreensão do que é o grafite. Peça que sublinhem o fragmento selecionado. Como o texto é muito curto, cada grupo pode escolher apenas um fragmento.

Os grupos devem eleger um escriba – que irá registrar todos os argumentos levantados ao longo da aula – e um relator – responsável por apresentar o ponto de vista do grupo à classe.
Grafite e Cia.
Masp se rende à arte urbana
Fernando Masini
O MASP abriu suas portas à arte que ocupa ruas, vielas e viadutos. A exposição “De dentro para fora/ De fora para dentro” promove um grupo de artistas acostumado a viver e a trabalhar a margem do mecenato.

Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak formam o time comandado por Baixo Ribeiro, um dos curadores da mostra. O destaque são os seis murais inéditos que serão apagados no final da exposição.

Zezão transporta elementos de uma favela e leva seus traços azuis das galerias fluviais. Outras cem obras- entre telas, fotos e vídeos – compõem a coletiva.

Masp - hall cívico e mezanino – Av. Paulista, 1578, Bela Vista
Tel: 011-32515644. terça, quarta e sexta a domingo, das 11h às 18h e quinta até as 19h. Até 5/2/2009.

texto retirado do Guia da Folha, 20/11/2009
Para socializar as opiniões da turma, solicite que um aluno inicie a leitura do texto em voz alta e que cada grupo sinalize o trecho que acredita ser o mais importante.

Conforme os fragmentos forem localizados, a leitura deve ser interrompida para que o relator de cada grupo comente o trecho, tomando como base a discussão anterior. Se mais de um grupo selecionar o mesmo fragmento, peça que ambos apresentem suas justificativas e procure relacioná-las. Todos podem fazer comentários durante a leitura, de modo organizado, levantando a mão para pedir a voz. Os fragmentos e registros das discussões podem ser colocados no varal ou mural para socialização.

Aula 2  O objetivo da segunda aula é discutir as características do grafite dentro de museus e galerias e nas ruas, fora deles. Para isso, será utilizado o depoimento da dupla de grafiteiros paulistas “Osgemeos”, disponível na internet. Se a escola tiver laboratório de informática, leve os alunos até lá e apresente o vídeo a eles. Caso não seja possível, transcreva a entrevista e entregue uma cópia do texto à classe.

Apresente o depoimento à turma – via internet ou por escrito. Em seguida, peça que discutam a declaração abaixo, feita por Gustavo Pandolfo, um dos gêmeos, em entrevista à revista Carta Capital: “A partir do momento em que tiramos nosso trabalho das ruas e o levamos ao museu, já não é grafite. É arte contemporânea, tridimensional”.

Proponha que a turma reflita sobre o local de realização e exposição do grafite, e elaborem um texto em casa, apontando pelo menos três diferenças entre expor fora ou dentro de uma instituição cultural.

Aula 3  No início da aula, peça que os alunos leiam os textos produzidos em casa e os exponham no varal, ou mural. Em seguida, entregue a eles um texto mais longo, de Marcelo Dantas, que faz referencia à Lei Cidade Limpa – em vigor desde o 1º de janeiro de 2007.
Cidade Muda
por Marcello Dantas

Depois de mais dois anos em vigor, os paulistanos começam a ver os benefícios da Lei Cidade Limpa. Mas algo além de publicidade sumiu das ruas. A cidade parece muda. Tenho uma filha de sete anos, em fase de alfabetização. Comecei a me lembrar do quão importante foi para a minha fixação do alfabeto e o conhecimento de novas palavras a leitura contextualizada da publicidade urbana.
Eu via imagens e as relacionava com as letras. Da mesma forma, as placas dos carros foram fundamentais no meu exercício infantil de aprendizado da matemática. Hoje, fico vendo minha filha procurar algo para exercitar seu aprendizado, e a única coisa que consegue achar é uma placa de "PARE".
Entendo que São Paulo havia se tornado uma cidade sem lei nesse aspecto. Admiro muito a coragem da prefeitura de enfrentar o enorme lobby por trás da publicidade na maior metrópole do país. E, sim, é verdade que em quase toda cidade que se preza no mundo existem regras rígidas da ocupação do espaço de poluição visual. Assim deve ser. Mas nem só de limpeza vive uma cidade.
Não se pode dizer que Nova York, Paris e Londres sejam cidades descontroladamente poluídas visualmente. Sabe-se bem do poder icônico de esquinas como Times Square, Champs-Elysées e Picadilly Circus. São Paulo, uma metrópole sem grandes marcos geográficos, como o Rio, por exemplo, pode se dar ao luxo de ser uma cidade sem imagem? Sem marcos?
E a opinião pública? Eu me recordo ainda de quando, ainda bem jovem, como ativista político em Belo Horizonte, eu saía com os amigos para pichar as propagandas políticas dos candidatos a deputado da ditadura militar. Era uma arena justa: eles ocupavam o espaço público, e a gente expressava nossa voz sobre o abuso. Assim como se sabe da importância da mídia exterior de gerar o espírito de uma causa, de mexer com a percepção coletiva de forma diagonal: atingindo do mendigo ao executivo. É ainda um espaço de consciência de coletividade, que gera a sensação de que algo está acontecendo na cidade.
Como levantaremos causas comuns daqui para frente? Um desafio que talvez valesse a pena seria liberar uma esquina de São Paulo para a publicidade desenfreada. E exigir que áreas -hoje entristecidas com suas placas cegas, surdas e mudas- sejam usadas de forma criativa: para ajudar a alfabetizar, a refletir sobre o próprio espaço público ou para pensar em campanhas de mobilização da sociedade para causas relevantes.
Existe um impacto subliminar da cidade sem palavras. A verdadeira poluição visual não ocorre na paisagem exterior, mas, sim, na paisagem interior, no nosso espaço mental. Sinto, hoje, uma maior linearidade de pensamento ao transitar por São Paulo, uma concentração maior e menos dispersão causada pela publicidade. Um saldo positivo que não parecia óbvio no primeiro momento da lei.
No entanto, deve haver um ponto de equilíbrio entre a identidade, a criatividade e a limpeza visual de uma cidade muda. Talvez uma linguagem de sinais.
Marcello Dantas, 41, cria museus e exposições, entre eles o Museu da Língua Portuguesa e a mostra "Bossa na Oca", e é o colunista convidado desta semana.
Revista da folha- edição 03/05/2009 – SP em cena
Após a leitura do texto, abra um debate para que a turma se posicione em relação à lei e ao impacto dela nas manifestações artísticas de rua, de modo que uns possam ouvir as opiniões e argumentos dos outros.

Para finalizar, proponha que os alunos escrevam uma carta para a seção da revista reservada às opiniões e respostas dos leitores em relação ao artigo, e peça que busquem, nas atividades anteriores, argumentos que justifiquem a possibilidade de manifestação e expressão visual no espaço público.

Finalizado este processo, o material pode ser editado e colocado no varal, ou mural, que será exposto fora da sala de aula para que os outros alunos da escola tenham acesso. Reserve um espaço para que esses novos expectadores também possam deixar suas opiniões.

REVISTA NOVA ESCOLA

Plano de Aula - desenho

Plano de Aula Ensino Fundamental II

Imagens no tempo

Objetivos 
- Despertar o espírito crítico na apreciação de obras audiovisuais
- Criar coletivamente um produto com imagens e textos

Conteúdos 
- História da fotografia e do cinema
- Linguagens e gêneros audiovisuais
- Noções de óptica
- Elementos de semiótica (estudo do significado das imagens)

Ano 8º e 9º

Tempo estimado
14 aulas.

Material necessário
TV, DVD e computador com internet.

Desenvolvimento das atividades

1ª etapa
Pergunte aos alunos como eles se relacionam com a fotografia e o cinema. O que costumam clicar? Onde assistem a filmes? Avalie aspectos técnicos (foco, enquadramento etc.) e competências de apreciação (identifique se eles entendem que as histórias e mensagens subjetivas - os significados - são comunicadas por falas, textos, imagens e sons).

2ª Etapa Explore a história da fotografia mostrando a câmara escura, que possibilitou a projeção de imagens (veja como construir no site www.eba.ufmg.br/cfalieri/pinhole.html), e processos de fixação de imagens, que permitiram gravar e imprimir fotos.

3ª Etapa
Leve exemplos dos primeiros filmes, como Viagem à Lua (1902), do cineasta Georges Méliès (veja em br.youtube.com/watch? v=UiDWmXHR3RQ). Ao discutir com a classe a história e os significados do filme, enfatize o papel dos recursos audiovisuais para comunicá-los.

4ª Etapa Escolha um videoclipe para analisar criticamente com a turma. Prefira exemplos narrativos, como Ela Disse Adeus, dos Paralamas do Sucesso (veja em br.youtube.com/watch?v=sxBPKpwb7yI). Deixe-os interpretar a história e seus significados, questionando  as diferenças quando apenas se ouve a música e quando se vê o clipe.

5ª Etapa
Hora da produção. Divida a sala em grupos para escrever uma pequena narrativa com início, meio e fim, pensando em como ela poderia ser adaptada visualmente. Peça que fotografem cada cena e montem uma espécie de fotonovela, com imagens e legendas descritivas. Debata com a classe como as histórias e seus significados foram comunicados.

Produto final
Exposição das narrativas visuais.

Avaliação
Verifique nas falas dos alunos durante as atividades o aprendizado das noções de análise crítica. No trabalho prático, avalie conhecimentos técnicos e o uso dos recursos audiovisuais para contar a história e seus significados.

Revista Nova Escola 

Plano de Aula - desenho

Fábrica de tintas e pincéis

Objetivos
- Fabricar tintas e pincéis em diferentes tamanhos e formatos.
- Realizar pinturas com os instrumentos fabricados.

Conteúdo
Pintura.

Anos 
3º e 4º.

Tempo estimado 
Quatro aulas.

Material necessário
Para a fabricação dos pincéis: palitos de churrasco, de sorvete e de dente, varetas de bambu, gravetos (cabo), vassouras, escovas de dente e de roupa (pelos), linha, barbante e durex colorido (amarração). Para as tintas: água (solvente, usado para dissolver os ingredientes), terra e areia de diferentes tonalidades, sementes, carvão, folhas, pétalas, beterrabas, cenouras, maços de espinafre, pedaços de papel crepom embebidos em álcool, folhas de goiabeira e laranjeira, giz, pó de café (pigmentos, que conferem cor à tinta), cola branca, goma-arábica e gema de ovo (aglutinantes, que dão liga à mistura).

Preparação
Durante a coleta de materiais, atente para espécies de plantas venenosas ou que causem alergias, deixando-as fora da atividade. Oriente as crianças a não arrancar folhas e flores, mas coletá-las do chão.

Desenvolvimento
1ª etapa
Converse sobre os tipos de instrumento de Arte que os alunos conhecem e já utilizaram. Conte a eles que, ao longo da história, em diferentes épocas e regiões, as pinturas foram feitas com materiais muito diversos. Mostre imagens de referência. Convide o grupo a coletar materiais para criar ferramentas e jeitos de pintar. Explique que cada um dos instrumentos requer três elementos: o pincel precisa de cabo, pelos e um material para uni-los. As tintas usam aglutinante (para dar liga), pigmento (para dar cor) e solvente (para dissolver).

2ª etapa
Proponha a fabricação dos pincéis. Introduza questões que relacionem a forma com a função do instrumento: que tipo de pincel produz pinceladas finas? E grossas? O que usaríamos para pintar uma parede? Que tipo de pincel é melhor para pintar uma folha sobre a mesa? Incentive os alunos a montar quantos modelos desejarem e a usar a criatividade tanto na fabricação como na decoração das ferramentas - que pode ser feita com fita adesiva colorida, por exemplo.

3ª etapa
Na fabricação das tintas, convide as crianças a fazer distintas combinações. Mostre que é possível construir diferentes características de tonalidade, espessura, densidade e brilho.

4ª etapa
Peça que os estudantes experimentem as primeiras pinceladas. Oriente-os a testar diferentes suportes, dependendo do material que produziram. Por exemplo, um pincel feito com cabo de vassoura funciona melhor em um papel colocado no chão, preso à parede ou sobre a mesa? E uma tinta mais aguada, em que superfície se dará melhor? Incentive ainda a troca de tintas e pincéis.

5ª etapa
Peça que cada criança escolha o suporte que mais lhe agradou e, com seu pincel, faça várias pinturas, explorando as possibilidades das pinceladas, das cores etc. Se necessário, repita a produção de tintas que terminaram ou estragaram. O tema pode ser livre ou ter relação com algum projeto em andamento.

Avaliação
Organize um debate sobre as escolhas feitas, desde a coleta até as pinturas finais. Avalie se os alunos compreenderam a conexão entre o tipo de ferramenta utilizado e o resultado atingido.

Revista Nova Escola

Plano de Aula - desenho

Oficina de percurso

Introdução
O aprendizado da arte não se esgota na aquisição de respostas e de regras. A aprendizagem inventiva possui duas características. Em primeiro lugar ela não se esgota na solução de problemas, mas inclui a invenção de problemas. Em segundo lugar, ela não é um processo de adaptação ao mundo externo, mas implica na invenção do próprio mundo.
Virgínia Kastrup

O contato dos alunos com a produção artística e a autonomia em relação ao fazer são determinantes na hora de planejar. Quando o professor considera as características do lugar em que vive e de seu grupo, a atividade ganha muito mais sentido, pois favorece a continuidade do percurso de criação pessoal. Por exemplo, se o grupo vive perto de um leito de rio que tem argila como matéria prima, então este material, muito abundante na região, pode fazer parte da atividade.
 
No início, é importante que os participantes apreendam o espaço, apropriem-se dele. O espaço precisa ter uma estrutura fixa, que vai sendo aos poucos organizado numa parceria entre professor e alunos. Pode ser na própria sala, num pátio coberto, no refeitório a escola. O nome da atividade, oficina de percurso, parte da idéia de que a sala de aula seja transformada em um ambiente propício e estimulante para o trabalho artístico pessoal, inspirado em ateliês de artistas.

A regularidade é fundamental para este tipo de atividade, por isto é importante que a constância seja definida pelo professor e comunicada as alunos. Contar para eles qual é o dia da semana em que irá ocorrer, marcar em um calendário ou quadro de rotina as datas e horários, ajuda os alunos a se organizarem no tempo e projetar idéias.

Diferente das situações propostas pelo professor, na oficina de percurso são os alunos que pensam nas propostas, a modalidade e materiais que precisam para concretizar suas idéias.

Objetivos A oficina de percurso é uma estratégia fundamental para a construção e desenvolvimento do processo criador.

Ano
1º. ao 5º. ano

Tempo estimado
Atividade permanente

Materiais necessários
Meios: Os meios podem ser secos e aquosos.

Secos: giz de cera, giz pastel, lápis de cor, lápis grafite, giz de lousa, caneta hidrocor.

Aquosos: guache, anilina, nanquim, tintas de terra e outros pigmentos naturais.

Suportes: papel (para ser utilizado como suporte e retalhos para recorte e colagem), papelão, tecido, madeira, lixa, revistas, jornais. Normalmente os suportes são retangulares, eles podem ser alterados e oferecidos em diversidade de tamanho, forma, cor, textura, gramatura. As esculturas também podem ter suportes diferentes, tais como papelão em diferentes formatos e cores, madeira, sucata.

Para produção tridimensional: o trabalho tridimensional pode acontecer segundo dois princípios - modelagem e construção. Para a modelagem, alguns materiais possíveis são a argila, o papel, o algodão, o arame. Já para a construção a madeira e a sucata.

Ferramentas: pincéis, rolo, tesoura, palitos, martelo, esponjas, escova de dente, furador, grampeador, etc.

Elementos de ligação e outros: cola, fita crepe, durex, fios, barbante, grampos de papel, prego.

Elementos da natureza: terra, folhas, flores, sementes, pedras, cascas de árvores, galhos.

Desenvolvimento das atividades
Aula 1 - Organize uma bancada com materiais variados para que os alunos façam escolhas do que desejam realizar.

Para que as escolhas aconteçam de maneira autônoma, é necessário que os materiais oferecidos sejam conhecidos, que tenham sido utilizados em situações de propostas. Desta maneira, os alunos poderão aprofundar suas pesquisas em relação aos meios, suportes e ferramentas, de acordo com seu desejo, desenvolvendo pesquisas pessoais.

- Selecionar materiais de pelo menos duas modalidades – desenho e colagem, por exemplo
Uma gama reduzida de meios, suportes e ferramentas pode ser selecionada segundo critérios de possibilidades de novas combinações e descobertas, favorecendo a familiarização e um movimento autônomo na criação.

- Organizar a primeira oficina, para que sirva como referencia para as seguintes
Uma estrutura fixa pode ser organizada aos pouco e de modo compartilhado entre alunos e professor.

Professor e alunos podem pensar juntos:
- Quais os materiais poderão estar disponíveis?
- Como ficarão dispostos?
- Como as carteiras podem ser reorganizadas?
- Os bancos do pátio podem servir de bancadas?

Ver imagens de ateliês pode ajudar na concepção do espaço e organização dos materiais O professor vai orientando para que os materiais sejam organizados por tipos.

Assim, neste primeiro contato com a oficina de percurso, um longo tempo precisa ser dedicado à apresentação da atividade, mas os alunos também precisam experimentar o que significa estar em oficina, por isto é importante reservar pelo menos meia hora para a realização de trabalhos pessoais. Solicitar que conforme forem finalizando os trabalhos, pendurar em varal para que possam ser apreciados posteriormente.

É importante orientar para que peçam apoio dos colegas durante a produção, e se necessário, do professor.

O professor deve observar os alunos durante toda a atividade, fazendo intervenções individuais, conforme identifique a necessidade. Estas intervenções podem ser para dar apoio técnico, para conhecer mais o processo de cada um, para indicar caminhos e debater sobre idéias.

Aula 2 Apreciar os trabalhos realizados na oficina anterior pode ser um bom encaminhamento para a continuidade do processo iniciado.

Proponha aos alunos que compartilhem escolhas, conquistas e resultados. É importante que o professor analise antes da aula os trabalhos que serão apreciados, para planejar boas perguntas sobre eles. Não é necessário apreciar todos os trabalhos. Pode ser feita uma seleção dos que serão apreciados a partir de diferentes critérios, de acordo com o objetivo da apreciação.

Para uma primeira apreciação, uma sugestão é apreciar as modalidades que foram consideradas na oficina - desenho, pintura, colagem, escultura - e as possibilidades de combinação de modalidades e mistura de materiais, ou seja, o caráter experimental da atividade. Isto não significa que os alunos que preferem trabalhar única e exclusivamente com uma modalidade e material não possam realizar trabalhos de qualidade. Ao contrário, esta pode ser a idéias de uma próxima apreciação. Outra possível é debater sobre o tempo de realização de cada trabalho. Enquanto em uma oficina alguns alunos realizam mais de um trabalho, outros podem levar algumas aulas para finalização, o que precisa ser reconhecido entre os alunos como marca pessoal.

Outras sugestões de propostas para apreciação:
- Diante dos trabalhos de todo grupo, conversar sobre o processo de cada um, como tiveram a idéia do trabalho, mudanças no percurso.
- Selecionar um trabalho de cada modalidade, de alguns alunos, para debater sobre as suas características, os materiais utilizados, outras possibilidades.
- Selecionar alguns trabalhos na mesma modalidade, de diferentes alunos, para observar semelhanças e diferenças, e trocar possibilidades dentro da mesma modalidade.
- Selecionar vários trabalhos do mesmo aluno para observar marcas pessoais
- Trazer imagens de trabalhos de diferentes procedências para estabelecer diálogos entre a produção dos alunos e de outros agrupamentos.

Sucessivas apreciações, quando cuidadosamente planejadas, ajudam os alunos a aprender a falar sobre o que fazem, para além de bonito, feio, gostei de fazer, legal. Além disso, as propostas de apreciação favorecem a valorização da própria produção e a de outros.

Após a apreciação, que pode ocupar aproximadamente 20 minutos da oficina de percurso, partir para a produção. A oficina já deve estar organizada, na mesma estrutura da aula anterior, apenas com as modificações necessárias para tornar o espaço e organização de materiais mais adequados. Munidos das informações que circularam durante a apreciação, cada aluno pode partir para sua pesquisa artística pessoal.

Aula 3 Conforme a aquisição de autonomia para a criação for crescendo a gama de materiais devem ser ampliadas e a freqüência das oficinas de percurso bem como o tempo de duração da atividade também.

Além do desenho e colagem, podem ser incluídos materiais para realização de pintura. Quando uma nova modalidade passa a integrar a oficina, os alunos precisam ser comunicados e o espaço reestruturado para comportar esta alteração sem prejudicar a organização e a autonomia dos alunos. Para a pintura, podem ser reservados diferentes espaços, por exemplo, sobre a mesa, no chão para grandes formatos e na parede para aqueles que preferem pintar na vertical. As diferentes possibilidades de posição do suporte implicam em diferentes gestos para pintar, por isto, é importante que os alunos conheçam estas possibilidades também na situação de propostas (seqüência didática).

Produto final
Exposição de pelo menos 3 trabalhos de cada aluno que revelem suas marcas pessoais. Pode fazer parte da exposição um pequeno texto escrito pelo próprio aluno, para que conte aos visitantes algumas características de seu processo criador. As visitas podem ser acompanhadas pelos próprios alunos que podem fazer relatos sobre seu processo. Uma oficina de percurso pode ser oferecida aos visitantes, para que eles experimentem também esta estratégia.

Avaliação
É importante que ao longo de quatro oficinas de percurso, todos os alunos possam ser observados durante o processo. Quanto mais o professor conhecer características do percurso de cada aluno, mais precisas serão suas intervenções.

Avaliações do grupo todo precisam ser realizadas periodicamente, uma vez que as oficinas de percurso revelam o que os alunos sabem e o que mais precisam saber. Por exemplo, se o professor observa que nas colagens realizadas por alunos que escolheram trabalhar nesta modalidade, que podem conhecer mais possibilidades e procedimentos, o professor pode planejar uma seqüência para todos os alunos que favoreça um aprofundamento em relação a modalidade.

Revista Nova Escola

Plano de Aula - desenho

Ateliê


Objetivo: Desenvolver o processo criador.

Conteúdo específico
Percurso de criação.

Anos
1º ao 5º.

Tempo estimado
Uma aula.

Material necessário Giz de cera, lápis de cor, canetas, papel, tecido, revistas, tesoura, palitos, cola, fita crepe, barbante. Varie o material a cada proposta.
Desenvolvimento 1ª ETAPA Organize numa bancada materiais para modalidades já conhecidas pela turma (desenho ou colagem, por exemplo). Deixe cada aluno livre para aprofundar as pesquisas em relação a meios, suportes e ferramentas, descobrindo diferentes combinações. Pendure os trabalhos em varais.

2ª ETAPA Selecione algumas produções para analisar coletivamente. Proponha que todos compartilhem escolhas e resultados, reconhecendo as marcas pessoais dos autores. Oriente-os a retomar a criação. Conforme eles ganhem autonomia, aumente a variedade de materiais, a freqüência das oficinas e o tempo de duração.

3ª ETAPA Organize uma mostra com três pinturas de cada aluno. Peça que façam textos explicando os passos das produções. Os visitantes podem ser guiados pelos próprios autores.

Avaliação articipe com apoio técnico individualizado, indicando caminhos e debatendo resultados.
Revista Nova Escola

Plano de Aula - desenho

A cor da expressão

Desenho - Pintura - Colagem - Escultura
Ano
3º ou 4º anos

Tempo necessário
4 aulas

Introdução A cor também é importante para que possamos expressar nossas idéias e sentimentos para outras pessoas, utilizando linguagens artísticas (pintura, desenho, gravura, teatro). É um elemento que tem significados diferentes para diferentes culturas e sua análise possibilita conhecer mais sobre suas possibilidades. Vamos nessa atividade explorar esses pontos apreciando algumas obras do pintor espanhol Pablo Picasso. Em seguida, os alunos desenharão e pintarão expressões de acordo com a cor que acreditam representar melhor essas expressões. Esse material, feito em cartões, será utilizado em jogos de memória e de adivinhação.

Objetivos
a) experimentar as possibilidades expressivas da cor;
b) interpretar e associar as cores às reações fisionômicas das pessoas, tanto no universo artístico quanto no cotidiano;
c) observar os significados das cores no cotidiano.

Material necessário
- Cartolina cortada em forma de cartões tamanho 10x15 cm;
- Lápis grafite;
- tinta guache;
- pinceis;
- imagens de pinturas de Picasso, principalmente da fase rosa e azul.

Organização da sala
Discussão sobre cores e das imagens de obras de Picasso: sala em 'u' ou em roda. Execução dos cartões: alunos em duplas.

Desenvolvimento da atividade/ procedimentos
Na primeira aula, faça uma discussão com seus alunos sobre a presença e a importância da cor em nossa vida. Lembre-os de que as cores estão presentes nas roupas, nas frutas, nas casas, nos objetos, na propaganda, na televisão. Mostre exemplos com figuras de revistas, jornais, pinturas, rótulos.

Em seguida, explique aos alunos que além da cor estar presente em nossa vida cotidiana, ela é também um importante elemento de expressão em desenhos, pinturas, fotografias e filmes. Nesse ponto, você já pode começar a fazer com os alunos associações entre as cores e os sentimentos. Pergunte a eles que cor cada um acredita que representa a saudade, o amor, a tristeza ou a felicidade.

Se a escola contar com videocassete, selecione alguns desenhos infantis para mostrar como a cor também é usada nesse caso para expressar sentimentos e situações. Outra opção é pedir aos alunos que recortem de gibis figuras que tenham suas expressões reforçadas pelas cores.

As crianças também podem ser convidadas a fazer diferentes expressões faciais para que os colegas imaginem a cor de cada uma das expressões criadas.

Na segunda aula, apresente aos alunos algumas imagens de pinturas da fase azul e da fase rosa do artista espanhol Pablo Picasso. Resgate a importância da cor nestes momentos de seu percurso em que ele retratou sentimentos de tristeza e paixão.

Relacione os acontecimentos da vida do pintor e do contexto histórico com as cores escolhidas por ele para as imagens de cada fase. Saliente aos alunos que, em suas vidas, eles podem escolher outras cores para a representação desses e de outros momentos e sentimentos.

Analise com seus alunos os quadros: A tragédia (fase azul) e Família do acrobata (fase rosa). São dois exemplos de utilização das referidas cores para a expressão de sentimentos que Picasso vivia nas épocas em que os pintou.

Como atividade final, sugira aos alunos que façam uma pintura para expressar um sentimento usando a cor para representá-lo. Diga aos alunos, que a intenção é experimentar uma relação parecida com a que o artista estabeleceu com estas pinturas, ressaltando que cada um pode colocar sua relação com as cores.

Na terceira aula, faça com os alunos um levantamento sentimentos e sensações - alegria, amor, saudade, amizade, tristeza, raiva, violência, dor, medo, frio, cansaço. Desafie-os a relacionar os sentimentos e sensações com cores.

Proponha que os alunos retratem o colega com duas expressões diferentes, por exemplo, sorrindo e assustado. Reforce a idéia que os retratos sejam iguais nos dois cartões, modificando apenas a cor da pele e a linhas de expressão, pois eles formarão um jogo da memória ou cara-a-cara.

O importante é explorar a expressividade e o potencial gráfico da criança. Cada aluno deverá pintar dois retratos do colega.

Na quarta e última aula, os alunos deverão usar os cartões preparados anteriormente para jogar. Veja as regras:

Jogo da Memória
Os alunos deixam todas as cartas viradas para baixo e tentam fazer os pares.

Cara a Cara
Um aluno escolhe um dos cartões e não mostra para o resto da turma. Os outros alunos elaboram questões sobre as características de cada expressão ("A boca está sorrindo?", "Os olhos estão com lágrimas?") para descobrir que sentimento ou cor estão representados no cartão escolhido. Este jogo de adivinhação é uma forma divertida e descontraída de se trabalhar os conceitos e percepções.

Avaliação
É importante lembrar que, ao estabelecer associações para as cores, o aluno estará fazendo uso de valores pessoais, que muitas vezes é determinado pela sua cultura, portanto, não existe certo ou errado nas atribuições, aliás, o mais interessante desta situação é confrontar os diferentes pontos de vista.

Verifique se o aluno resgata as idéias veiculadas nas discussões e na execução das pinturas nos cartões no desenrolar dos jogos.

Verifique se o aluno estabelece relação entre a cor, o sentimento e a expressividade através do desenho no cartão.

Aprofundamento de conteúdo
Estudar artistas do expressionismo alemão.

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Plano de Aula - desenho

Sumiê




OBJETIVOS
■ Pesquisar a arte chinesa.
■ Explorar materiais e técnicas artísticas.
■ Pintar com a técnica do sumiê.
■ Apreciar a própria obra e a dos colegas.

CONTEÚDOS ■ Arte chinesa.
■ Pintura chinesa (sumiê).

ANOS 2º ao 5º.

TEMPO ESTIMADO Dois meses.

MATERIAL NECESSÁRIO Reportagens sobre cultura e arte chinesas, uma lenda chinesa (sugestão: Os Dez Sóis Que Se Apaixonaram pelas Doze Luas), papel canson, aquarela sólida, pincéis redondos de diferentes tamanhos, cartolina, tesoura, giz de cera, adesivo de dupla face, caneta esferográfica grossa e papel cartão, máquina fotográfica e filmadora.

DESENVOLVIMENTO ■ 1ª ETAPA
Organize uma roda para apresentar o projeto e os conteúdos que serão trabalhados. Em seguida, peça que cada criança imagine um lugar na China e o desenhe em folha branca,
com lápis de cor. Pendure as obras e discuta os resultados. Qual o motivo da escolha daquela paisagem? E das cores? Que sentimentos as pinturas transmitem? Avalie os conhecimentos que a turma já tem sobre a cultura ou a estética do país. Como lição de casa, solicite uma pesquisa sobre artes plásticas, moda, arquitetura e cinema chineses. Selecione o material levado pelos alunos e organize-os em grupos de quatro. Distribua cartolina, cola, tesoura, caneta hidrocor, lápis de cor e giz de cera e oriente-os a fazer um
cartaz com texto e imagens sobre uma das áreas pesquisadas. Reserve uma aula para as apresentações. Sistematize as novas informações, chamando a atenção para os aspectos típicos da arte chinesa, como os traços que guiam as formas e as pinceladas soltas. Leve
outros materiais para consulta.

2ª ETAPA
É hora da primeira apreciação. Apresente informações sobre artistas clássicos, como o pintor Shi Tao (1630-1724), e contemporâneos, como Chen Kong Fang, Wu Guanzhong, Chan Chi Vai, Chan Ka Son, Chau Van, Che Ho e Massao Okinaka (1913-2000), que
introduziu o sumiê no Brasil. Fale sobre as características da técnica e selecione obras de pelo menos dois pintores. Incentive a comparação entre elas, fazendo perguntas relativas a cores, formas e linhas. Há diferença entre o sumiê antigo e o contemporâneo? E entre a arte chinesa e a ocidental?

3ª ETAPA Leia para a turma o conto Os Dez Sóis Que Se Apaixonaram pelas Doze Luas. No meio da história, as escritas chinesas se tornam enigmas. Convide os alunos a decifrá-las e peça que escolham passagens para representar com pinturas. Distribua papel canson, aquarela e pincel redondo. Cada estudante deve fazer cinco produções, usando o pincel com força ou leveza, deitado ou em pé, com tinta diluída ou espessa, e posicionar a mão de diversas maneiras para fazer manchas, linhas e pontos. Deixe os trabalhos deitados até que sequem.

4ª ETAPA Pendure tudo em um varal para um segundo momento de apreciação. Pergunte sobre as semelhanças e diferenças entre o sumiê visto nas aulas anteriores e o que produziram.

PRODUTO FINAL
■ Exposição de arte. Separe registros de todas as etapas do projeto e monte um painel com as observações que você fez durante o processo. Na exposição, todos devem se revezar para receber os visitantes e dar as explicações necessárias.

AVALIAÇÃO
No fim de cada aula, anote hipóteses, percepções e interpretações dos estudantes. Na última aula, em roda de conversa, peça que relatem o que mais gostaram e as justificativas das escolhas feitas nas diversas etapas.

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Plano de Aula - desenho

Auto-retrato

OBJETIVOS
■ Apreciar trabalhos de artistas que são referência em auto-retrato.
■ Fazer auto-retrato com desenho e pintura.
■ Atribuir signos à própria imagem.
■ Identificar marcas pessoais na maneira de desenhar e pintar.

CONTEÚDOS ■ Auto-retrato.
■ Apreciação de obra de arte.
■ Desenho e pintura.

ANOS 2º ao 5º.

TEMPO ESTIMADO Doze aulas.

MATERIAL NECESSÁRIO
Livros com reproduções de auto-retratos e reproduções de imagens em transparência, retroprojetor, lápis de cor, folhas de papel sulfite, papel craft ou cartolina branca, caneta hidrocor, giz de cera, espelhos portáteis, pincéis, tinta guache (nas cores primárias, preta e branca), recipientes para água e mistura de tintas, fotografias dos estudantes (antigas e atuais) e telas para pintura ou papelão, preparado com mistura de guache e cola brancos.

DESENVOLVIMENTO 1ª ETAPA
Na primeira aula, apresente o planejamento do projeto, os materiais e o resultado esperado. Pergunte o que a classe já fez em Arte e os pintores conhecidos. Mostre
imagens de retratos e auto-retratos de artistas de diferentes épocas (como Frida Kahlo, Tarsila do Amaral, Vincent Van Gogh [1853-1890] e Rembrandt van Rijn [1606-1669]).
Elabore questões que instiguem a busca por semelhanças e diferenças no modo de pintar e a descoberta de expressões preferidas de cada um. Ao mesmo tempo em que conduz a apreciação, dê informações sobre o artista. Nas aulas seguintes, escolha um pintor que tenha produzido vários auto-retratos, levando em conta a história e os interesses do grupo. Apresente pelo menos cinco reproduções que caracterizem seu estilo ou as fases pelas quais passou. Converse com a turma sobre elementos formais, como cor, harmonia, contraste, tipo de pincelada e o significado das imagens. Em novo momento de análise,
mostre o trabalho de outro pintor para comparar e evidenciar as marcas pessoais. Alterne situações de apreciação e produção para que os estudantes entrem em contato com o mesmo conteúdo conhecendo diferentes pontos de vista. Distribua folhas de papel sulfite branco e lápis de cor e peça que recriem, de memória, uma das imagens mostradas. Observe o que mais chamou a atenção durante a observação e pergunte o motivo da escolha. Preste atenção: crianças de 4º e 5º anos geralmente usam mais elementos simbólicos do que as de 2º e 3º, que, por sua vez, se fixam mais em cores e formas. Se algum desenho for apenas um traço, converse com o aluno sobre a idéia que ele deseja transmitir, estimulando-o a lembrar detalhes que remetam à mensagem, e ajude-o a incluí-los na produção.

2ª ETAPA
Agora é hora de explorar a observação do corpo. Oriente a turma a contornar a mão no papel, a desenhar símbolos dentro do traço e a pintá-los. Ao mesmo tempo, arme um retroprojetor com a luz voltada para a parede. Em duplas, a turma deve fazer silhuetas em
uma folha de papel craft presa à parede. Em seguida, acomode as produções no chão para que sejam criados, com giz de cera, elementos que caracterizem cada um deles. Na aula
seguinte, distribua os espelhos para a obervação do rosto. A garotada deverá agora fazer um auto-retrato com lápis de cor, em folha sulfite. Para o encontro seguinte, peça que as crianças tragam três fotos de casa: uma de quando eram bebê, outra, um pouco mais
velhas, e uma atual. Para formar uma seqüência, elas devem se representar como se imaginam no futuro. Assim, se perceberão como pessoas em constante transformação. Quem não tiver fotos pode se desenhar em três fases da vida. Oriente-as a pensar no que gostariam de ser quando adultos e a criar um fundo com diferentes paisagens ou ambientes.

3ª ETAPA
Reserve três aulas para a pintura do auto-retrato em tela com tinta guache. Mostre novamente auto-retratos de artistas para que sejam observadas cores, pinceladas e a relação figura/ fundo. Separe a classe em grupos de quatro e distribua recipientes com
tintas das cores primárias e pincéis de diversos tamanhos. Sugira que todos façam misturas e revelem novos tons e cores. Intercale sempre as situações de produção com as de apreciação dos trabalhos. Isso vai permitir que a turma descubra o que mais pode fazer e que detalhes, pinceladas e cores é possível criar e experimentar. Na última aula,
promova um amplo debate sobre os auto-retratos e as marcas que apareceram na própria pintura e na dos colegas. No último encontro, oriente a garotada a organizar uma exposição.

PRODUTO FINAL
■ Exposição de arte aberta ao público. Monte uma mostra dos trabalhos e convide pais, professores e colegas das outras turmas. Exiba todas as atividades desenvolvidas para
que os visitantes conheçam a trajetória dos estudantes de Arte.

AVALIAÇÃO
Crie pautas de observação, aponte o que é importante cada série aprender e como os alunos se saem (se descobrem o uso de símbolos e utilizam novas cores, se colocam
mais detalhes e expressões faciais ou se de cada produção, organize momentos coletivos de apreciação. Nos auto-retratos, pergunte que transformações identificam nas criações e que marcas apreciam na tela dos colegas.

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Plano de Aula - desenho

Intervenções na obra de Joan Miró

IntroduçãoA escolha de uma reprodução do artista espanhol Joan Miró (1893-1983) para essa atividade se dá na beleza, no colorido e na espontaneidade das figuras que compõe a composição feita pelo artista, levando o observador a um ambiente mágico, provocando encantamento e ao mesmo tempo estranhamento. Essas características de seu trabalho se dão pela grande influência do movimento surrealista no conjunto de sua obra. O Surrealismo teve origem na França, nos anos 1920, seu propósito era que os artistas pudessem lidar com questões como a interpretação dos sonhos, desenvolvendo assim uma forma de pintar que levava o espectador a um mundo estranho e fantasioso.

Ensinar o aluno do Ensino Fundamental I sobre os períodos históricos e movimentos artísticos não é o objetivo principal dessa atividade, essas informações, servem para enriquecer e dar maior bagagem e qualidade no trabalho do educador. Sobre a intervenção: O educador vai orientar seu aluno para que desenvolva sua composição artística a partir da obra escolhida, ou seja, ele vai dar continuidade aos desenhos e pinturas já feitos, interferindo com o material sugerido com desenhos e idéias, colorindo e contribuindo para a transformação daquela obra em outra.

O educador pode desenvolver essa atividade em grupo, permitindo a integração e interação entre o grupo e também com a obra de arte

Objetivos - Se a atividade for feita em grupo, levar o aluno a discutir sobre processo de trabalho com os próprios colegas
- Desenvolvimento da observação e criatividade
- Exploração das possibilidades e conteúdos sugeridos pela obra do artista escolhido

Conteúdos 
- Composição Artística
- Desenho e pintura
- Leitura de obras de Joan Miró
 Ano 1º a 5º

Tempo estimado
1 aula

Materiais necessários Reprodução da obra de Joan Miró. Sugestões : "A Mulher e o Gato" e
"Mulheres, pássaro ao luar", Cartolina, grafite, lápis de cor. giz de cera, canetas hidrográficas coloridas e cola.

Desenvolvimento da atividade Para que a atividade seja feita em grupo:
Separar os alunos da classe em grupos de no máximo quatro componentes, as crianças das séries iniciais não estão acostumadas ainda com esse processo, então comece a atividade explicando os critérios para o desenvolvimento do trabalho em grupo, fale sobre as divisões das tarefas, a conversa inicial para que todos entrem em um consenso sobre como irão desenvolver a tarefa, o respeito para com as opiniões dos integrantes e por fim, na divisão e desenvolvimento, cada um respeitando suas vontades e afinidades.
Mostre reproduções de obras de Joan Miró para os alunos, motive-os a apreciar as imagens. Ao descrever o que vêem, eles tecem comentários sobre o que gostam ou não, sobre sentimentos e sensações ou mesmo relacionam com algum fato ocorrido na vida deles. Peça que a turma olhe a obra com atenção e dê um tempo para que ela se hospede no cérebro. Depois de elaborar uma lista com o que todos enxergaram, faça perguntas que estimulem a percepção da linguagem visual e estética, como os elementos formais, sua configuração espacial, os materiais utilizados, a textura e o suporte. Deixe que eles expressem suas interpretações e emoções. Se possível, exponha outras obras que tratem do mesmo tema para fazer comparações.

A imagem escolhida pelo educador deve ser fotocopiada em tamanho A4 (tamanho da folha de sulfite), em cores, e ser distribuída para cada grupo junto com uma cartolina. Cada grupo cola sua imagem no meio da cartolina. Pronto; o suporte já esta preparado para as intervenções. Agora cada grupo deve usar a criatividade e os recursos das técnicas escolhidas (lápis de cor, giz de cera, grafite) para que os desenhos coloridos de Miró se confundam e se misturem com os de seus alunos, modificando livremente os estilos e transformando a imagem em outro trabalho. Dessa vez um trabalho coletivo.
Para finalizar, conversar com os alunos sobre os resultados plásticos dos trabalhos de cada grupo.

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Plano de Aula - teatro

Cenário e roteiro

Objetivos
Aproximar as crianças do teatro por meio da criação de cenários.
Mostrar que no teatro os objetos podem ter diversas funções.
Possibilitar a improvisação de uma história com base num cenário.
Fazer o aluno compartilhar suas criações com os outros.

Conteúdos Expressão corporal e oral.
Apreciação teatral.

Anos 1º e 2º.

Tempo estimado Oito aulas.

Material necessário
Jornais, revistas, muitos tipos de papel, barbante, pequenos móveis, espelhos, tecidos coloridos, lençóis, cobertores, guarda-chuvas etc.

Desenvolvimento
1ª ETAPA Apresente à turma diferentes materiais para a construção de cenários. Explique que eles podem transformá-los livremente, inventando novas funções para cada um. Uma mesa com um pano por cima, por exemplo, pode virar uma caverna. A idéia é fazê-los visualizar as possibilidades que os objetos adquirem em cena.

2ª ETAPA O momento, agora, é de direcionar um pouco mais a criação. Divida a turma em grupos. Peça que cada um deles monte, com os materiais disponíveis, uma casa, um rio, um barco, uma floresta e um túnel. Ao final, proponha que os alunos registrem com desenhos os ambientes criados.

3ª ETAPA Peça que cada grupo escolha os objetos cênicos que gostaria de manter. Baseando-se neles, oriente a classe a criar personagens que possam surgir desse espaço: animais, humanos ou seres fantásticos. Debata as sugestões com o grupo com o objetivo de imaginar de que forma os personagens interagem com o cenário. Ao fim da atividade, proponha um registro por escrito das características dos personagens.

4ª ETAPA Use o registro dos personagens como ponto de partida para a turma construir um roteiro simples. Em cada grupo, conduza a criação de uma história com acontecimentos criados pelas crianças, solicitando que a anotem por escrito. Sempre que possível, chame a atenção para a possibilidade de inserir os elementos do espaço cênico.

Avaliação
Apoiado nos registros dos alunos e na participação de cada um nas atividades, verifique como cada grupo resolveu os desafios propostos. Além de atentar para a compreensão dos elementos teatrais (cenário, personagens, roteiro etc.), avalie se durante todas as etapas do processo de criação houve respeito às sugestões e às críticas dos colegas.

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Plano de Aula - teatro

Vivências teatrais


Deficiência Física
Flexibilizações: Espaço e Conteúdos


Objetivos
- Compreender os conceitos básicos da linguagem do teatro.
- Participar de experimentações práticas de caráter lúdico.
- Conscientização corporal.



Conteúdos 

- Contação de histórias.
- Jogos populares e dramáticos.
- Improvisações livres e regradas.
- Apreciação e protocolo.

Anos 1º ao 5º.

Tempo estimado
Seis meses.

Material necessário
Maquiagem, caderno de anotações, objetos diversos para uso nas improvisações, um aparelho de CD e CDs diversos.

Desenvolvimento
O trabalho pode ser realizado em três módulos de dois meses, em que uma das metodologias tem ênfase. Porém elas sempre são complementares umas às outras. Todos os encontros são compostos de aquecimento, jogos e brincadeiras, improvisações, apresentação de cenas e leitura e apreciação de protocolo.

Aquecimento
Explique à garotada que o aquecimento desperta, leva à conscientização corporal e evita machucados na hora dos exercícios. Opções: siga-o-mestre, pular corda, corre-cutia e exercícios de alongamento. Use música e proponha um relaxamento no fim.
Flexibilização de espaçoGaranta rampa de acesso, espaço para cadeira de rodas, andadores ou muletas.
Peça a orientação dos especialistas ou da sala de recursos sobre o transporte do aluno com deficiência.
Flexibilização de conteúdos 
Mostre a importância da participação dele. Na brincadeira de corre-cutia, um amigo empurra a cadeira de rodas, enquanto o cadeirante lança o lenço. Quem tiver paralisia de membros inferiores pode bater a corda. Na dança das cadeiras, dê a ele uma função necessária e valorizada, como controlar a música.
Jogos e brincadeiras
Proponha jogos que possibilitem a vivência em grupo e desenvolvam concentração, agilidade, destreza, ritmo, prontidão e desinibição.

Opções. 1) Jogo das articulações. Vá nomeando cada articulação e as crianças a movem, sem fazer força. Depois, divididas em grupos, elas exploram o movimento de uma articulação escolhida entre elas e mostram o resultado aos demais.
2) Contar histórias. Você diz uma frase e os estudantes vão alimentando o enredo. Você pode também contar uma história e pedir que eles, de olhos fechados, a imaginem. Trabalhe os sentidos dizendo “sintam esse cheiro”, “toquem esse objeto” etc.
Flexibilização de espaço
Garanta mobilidade para o cadeirante participar das atividades. Providencie cadeiras para que os colegas de grupo fiquem sentados como ele ou os apoios necessários, como colchonetes e almofadas, para que ele se sente no chão.
Flexibilização de conteúdos Eles devem ser relacionados às competências apresentadas pelo aluno. Agilidade só com membros superiores e com a cadeira, ritmo com o tronco etc. Pontos como a prontidão e a desinibição devem ser estimulados e apreciados como todos no grupo.
Improvisações
Abra a possibilidade de os alunos vivenciarem diversos papéis dentro de uma situação dada por você ou sugerida por eles. Pode ser algum fato ocorrido na escola recentemente e que tenha despertado a atenção deles ou uma notícia publicada em revistas ou jornais, por exemplo, e que trate de um tema que você ache adequado explorar. Para isso, eles respondem às seguintes questões: o quê? Quando? Onde? Por quê? Com base nesse panorama formado, criam-se pequenas cenas com começo, meio e fim.

Apresentação de cenas
Além da apresentação para todos os colegas dos esquetes concebidos durante as improvisações, essa etapa inclui conversas sobre as aulas e apreciação das cenas dos colegas.

Leitura e apreciação de protocolo
O protocolo é uma forma de registro (escrito, plástico, musical) que possibilita uma maior reflexão sobre o processo. Cada um lê seu diário de bordo, em que escreve, desenha e anota as músicas utilizadas durante as aulas e o que tem observado, sentido e percebido das atividades.

Avaliação
Nos dois últimos meses, incentive os estudantes a montar uma apresentação. Vale elencar as cenas de que mais gostaram durante o processo de apreciação e refazê-las – dessa vez, construindo um pequeno cenário e usando figurinos –, escolher um texto curto e criar algo coletivamente para apresentar aos pais e colegas de toda a escola.

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Plano de Aula - teatro

Vamos ao teatro

 
Objetivos
- Aprender a se comportar como um espectador de teatro.
- Reconhecer a interpretação dos atores, a dramaturgia, os cenários, a iluminação, o uso da música, o uso de elementos de animação etc.
- Observar o que tem relação com a atuação dos atores, como a interpretação e a gestualidade.
- Reconhecer e apreciar recursos de iluminação, cenário e figurinos.

Conteúdo
- Apreciação.

Anos
1º ao 5º.

Tempo estimado
Cinco aulas.

Material necessário
Cartolina e canetas coloridas.

Flexibilização
Na hora de selecionar o espetáculo, investigue se ele oferece recursos que estimulem os demais sentidos além da visão - como texturas nos figurinos e no cenário, uso de instrumentos musicais, riqueza na trilha sonora ou diferentes cheiros de objetos explorados em cena. Esses recursos ajudam a incluir o aluno com deficiência visual na apreciação da trama. Também é possível apostar no recurso da audiodescrição. Trata-se de fazer a descrição oral do que acontece em cena no intervalo das falas dos atores, com o cuidado de deixar brechas para que o aluno cego possa fazer suas próprias interpretações da peça. Registre todas as etapas da discussão e estimule o seu aluno a fazer o mesmo em braile.

Desenvolvimento
1ª etapa
Selecione uma peça de teatro adequada à faixa etária da turma. Alguns dos parâmetros podem ser a própria obra e o histórico dos artistas. Busque material informativo sobre o espetáculo, como o cartaz de divulgação, e o que já foi publicado sobre ele em veículos especializados de imprensa, como críticas e reportagens.

2ª etapa
Decidido o espetáculo e agendada a data para vê-lo, é hora de conversar com as crianças e analisar com elas o material reunido na etapa anterior. Se a peça tiver como tema alguma história que o grupo já conhece, organize uma roda de conversa para retomar o que os alunos sabem. Caso se trate de uma história inédita, incentive comentários a respeito do material lido.

3ª etapa
Pergunte aos alunos como acham que a história vai ser apresentada no teatro. Estimule a discussão sobre como serão representados os lugares. Levante com a garotada o que precisa haver num teatro para que a gente saiba o que é cada lugar. E quanto aos personagens? Quantos atores serão necessários para encenar a peça? Se o número de personagens for maior que o de integrantes do grupo teatral, provoque as crianças perguntando o que será feito para resolver um desafio como esse. Será que personagens infantis serão feitos por crianças? Qual será o figurino? Como é possível saber na hora da apresentação quem é quem? O objetivo dessa conversa é fazer um aquecimento com as crianças para a apreciação. Registre essas hipóteses em um cartaz para retomá-las depois do espetáculo.

4ª etapa
Apresente e discuta com as crianças termos, funções e contextos específicos do teatro. Por exemplo, leia com elas a ficha técnica do espetáculo. Pergunte que funções aparecem nela. Questione a função do elenco, do dramaturgo, do diretor, do designer de luz etc.

5ª etapa
É chegada a hora de assistir ao espetáculo. É importante falar com os alunos sobre como se comportar em uma sala. Ir ao banheiro antes evita o entra e sai. A peça de teatro é uma arte realizada ao vivo e conversar em voz alta durante a encenação desconcentra o elenco e também é falta de educação. Apesar disso, o teatro é sempre um encontro imprevisível entre os atores e o público e algumas montagens podem ser mais interativas, pedindo uma participação ativa do público. Converse com as criancas a respeito para que aprendam a notar essas características, respeitá-las e desenvolver a sensibilidade para interagir na intensidade adequada. Somente a experiência de ir ao teatro confere aos estudantes a possibilidade de compreendê-lo cada vez mais e elaborar o comportamento espectador.

6ª etapa
De volta à escola, retome o cartaz e estimule a turma a compará-lo com o que foi visto no palco.

Avaliação
Observe se os alunos são capazes de reconhecer e comentar as características específicas da arte teatral, como a interpretação dos atores e os elementos cênicos. É possível também avaliar com base na leitura de críticas teatrais e convidá-los a refletir: todos concordam com elas?
 
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Plano de Aula - música

Os sons do cotidiano

Bloco de Conteúdo
Arte
Conteúdo
Linguagem Musical
CONTEÚDO ■ Escuta atenta dos sons do cotidiano (inclusive o silêncio)
■ Conceitos musicais (timbre, altura, duração, intensidade e ritmo)
■ Funcionamento dos instrumentos musicais
■ Mecanismos de propagação sonora e acústica dos materiais.

ANOS 1º e 2º

TEMPO 4 meses

OBJETIVO
Desenvolver a acuidade auditiva nas crianças e colocá-las em contato com o sistema de produção de sons

MATERIAL NECESSÁRIO
Rádio e gravador de som, instrumentos musicais, caixas de papelão, pedras, conchas, talheres, pregos, tubos de papelão, bambu, garrafas de vidro e garrafões de água

DESENVOLVIMENTO

1ª etapa Reserve duas aulas para as crianças ouvirem atentamente os sons de diferentes locais dentro da escola (sala, cozinha, pátio) e fora dela (ruas movimentadas, parques). Em outra aula, proponha que as crianças transformem o que ouviram. Elas podem fazer isso ao desenhar e imitar. A intenção é mostrar onde há sons estridentes, suaves, bonitos,
repetitivos etc. É possível também gravar os sons do ambiente e reproduzi-los em classe. 

2ª etapa
Prepare quatro aulas de investigação e diferenciação dos sons. Com uma boa variedade de materiais em mãos (talheres, pedras, conchas, pedaços de madeira etc.), faça barulhos e peça que os alunos digam o que ouvem e depois classifiquem de acordo com a altura, a intensidade e a duração. Por exemplo, que som faz um talher contra o outro? E se alguém bater mais forte? O acontece se isso for feito dentro de uma caixa de papelão? Há também outras estratégias interessantes para mostrar que cada som tem uma "personalidade" (timbre). Toque instrumentos musicais ou reproduza CDs com sons de instrumentos diferentes em cada faixa, caso do CD que acompanha o livro Orquestra Tintim por Tintim. 

3ª etapa É o momento de entender o funcionamento dos instrumentos na prática. Para a produção de sons, sugira a montagem de chocalhos com latas de metal, arroz ou pedras. Qual deles produz um som melhor? Você pode ir além e propor a construção de instrumentos
simples. Basta a garotada trazer de casa materiais de sucata. As garrafas de vidro produzem diferentes sonoridades conforme a quantidade de água colocada dentro. Bambus ou tubos podem virar instrumentos de sopro, e garrafões de água, tambores.

AVALIAÇÃO
Verifique se a turma diferencia e classifica os sons durante as atividades e avalie se,
na hora de produzir os instrumentos, todos entenderam seus princípios básicos de funcionamento.

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Plano de Aula - música

Poemas para cantar

Bloco de Conteúdo
Linguagem musical
Conteúdo
Linguagem musical
Introdução
Nesta sequência de atividades, além de ampliar seu repertório musical, as crianças podem conhecer um pouco mais sobre a canção, uma composição normalmente curta, que combina melodia com poesia.

Objetivos
- Ampliar o repertório musical das crianças
- Aprender a ouvir/apreciar músicas diversas
- Conhecer alguns poemas ou obras literárias musicadas
Ano
1 º ano
Conteúdos específicos
Escuta musical
Repertório musical
Poesia
Canções

Tempo estimado
Um semestre

Material necessário
Você vai precisar de alguns livros e de um aparelho de som.
Para a realização desta sequência, sugerimos algumas obras musicais com as características pedidas pela atividade:

CDs: A Arca de Noé - volumes 1 e 2 (poemas de Vinícius de Moraes), Universal; De Paes para Filhos, de Paulo Bi (poemas de José Paulo Paes), MCD Records; Quero Passear, do Grupo Rumo, Palavra Cantada; Canções dos Direitos das Crianças, diversos artistas, Movieplay.

Desenvolvimento das atividades
Ouvir canções em roda Na primeira atividade, leve o aparelho de som e apresente para a classe o que escutarão juntos. Conte às crianças que algumas das canções que vão ser ouvidas foram originalmente escritas como poesia. Esse é o caso, por exemplo, das faixas que compõem o CD A Arca de Noé, cujas letras são de Vinícius de Moraes, que só ganharam o acompanhamento da música muito tempo depois de terem sido criadas.

Leia os poemas, textos ou letras das canções antes e também depois de ouvir a música. Procure deixar ao alcance das crianças, os livros em que estão os poemas ou textos musicados, para que eles sejam manuseados após a roda de leitura e música, e também em outros momentos do dia.

Ao fim de um período, todos devem saber cantar as músicas aprendidas, e podem cantar com a gravação.

Faça com que a atividade de escutar canções e poemas musicados seja um momento especial: crie uma aconchegante roda de música, na própria sala de convívio diário, e realize esse encontro, por exemplo, duas ou três vezes por semana. Depois de conhecidas, as músicas passarão a fazer parte do repertório das crianças, e poderão ser tocadas e ouvidas em outros momentos do dia.

Avaliação
Quando a atividade envolve música, é importante que o professor não compare as aprendizagens, mas que consiga observar as características de cada criança dentro do grupo. Ao escutar uma canção, elas não manifestam seu prazer e seu interesse da mesma maneira. Nem todas dançam ou batem palmas; algumas preferem se manter atentas, apenas escutando, o que não significa não gostar do que ouvem.

É importante que o professor reconheça as manifestações de prazer e desprazer de seus alunos diante da música. Ele pode organizar rodas de apreciação musical, em que todos conversarão sobre suas músicas preferidas, sobre porque gostam ou não de determinada obra. Com isso em mente, podem ser bons critérios de observação:

- As crianças incorporaram canções apresentadas na roda de música ao seu repertório? Cantam-nas espontaneamente?
- As crianças se interessaram em procurar e localizar os poemas/letras de canções nos livros?
- As crianças pedem, em outros momentos do dia, para que o professor toque as canções que escutaram na roda de música?

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domingo, 16 de maio de 2010

CONSTRUÇÃO DA LEITURA NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

RESUMO
Partindo da realidade sócio cultural dos educandos em relação ao processo ensino e aprendizagem, verificamos que é necessário repensarmos na educação do futuro como formação do conhecimento e não apenas como informação. Partindo dessa realidade, consideramos imprescindível elaborar este artigo, com a intenção de formarmos sujeitos do conhecimento despertando nos alunos o prazer pela leitura e escrita.
.
Palavras-chave:
Leitura e escrita – Ensino fundamental – Artigo Científico

INTRODUÇÃO
Tendo em vista o numero considerável de alunos com dificuldades em leitura e escrita nos anos iniciais do Ensino Fundamental das escolas públicas do município, e buscando pesquisar as razoes para que tais dificuldades ocorram; é que decidiu-se elaborar este artigo de pesquisa intitulado: Alfabetização nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental.
 Com este artigo, pretende-se levantar questionamentos a respeito de quais fatores internos e externos levam ao fracasso dos educandos  com relação ao de construção da leitura e escrita e, através deles, buscar desenvolver diferentes estratégias na busca de soluções para sanar as dificuldades dos educandos. 

DESENVOLVIMENTO

Objetivo geral: Investigar porque algumas crianças levam mais tempo para aprender a ler e escrever do que outras.
Objetivos específicos:
- Analisar; através de pesquisa de campo, como os adultos introduzem os filhos no mundo da leitura / escrita.
- questionar a influencia da escola no processo natural de pensamento e aprendizagem.
- identificar, na escola, como se dá o contato das crianças como letrado.
- observar se a dificuldade de aprendizagem pode ter a sua origem na abordagem social dada ao currículo.

Segundo conceitos de educadores como Ferreiro (1985) e Freire (1996) a aprendizagem é um processo de evolução, onde escrever e ler são duas atividades da alfabetização e a leitura de mundo antecede a da escrita. O objetivo desta pesquisa é apontar segundo os autores pesquisados
que processo de alfabetização precisa ser construído e para isso devemos estudar muito e contar com teorias que embasem, que orientem nosso trabalho. Aprendemos construindo e, para construir, temos que pensar. Vimos ainda que professor deve ser mediador e saber como a criança aprende.

Sabendo-se que a leitura é um processo de construção que desenvolve no dia-a-dia e ocorre em interação com o ambiente, é necessário que os alfabetizadores proporcionem ambientes e atividades que garantam o processo ensino-aprendizagem eficaz.
Segundo Emilia Ferreiro, "a caracterização do processo de leitura com um processo no qual o leitor, para obterem significados, recorre às fontes de informações visuais e não visuais". (Ferreiro. 1993, p.69). Suas pesquisas deixam claro que o que leva o aluno a aprendizagem do código lingüístico não é o cumprimento de uma serie de tarefas ou conhecimento das letras e de sílabas, mas sim, a compreensão e a vivencia de diversas situações de comunicação.
De acordo com SMOLKA, "as crianças aprendem a escrever escrevendo e, lançam fazem possuem diversas formas para alcançá-la: perguntam, procuram, imitam, copiam, inventam, combinam... As crianças aprendem um modo de serem leitores e escritas nos seus contextos de utilização”.
            A leitura e a escrita são atividades mentais extremamente complexas, compostas por múltiplos processos interdependentes e que envolvem outras funções neuropsicológicas.
 Esta pesquisa é composta por  estudos, visando sanar as dificuldades de leitura e escrita de palavras e de texto; relacionar o julgamento do professor e as habilidades de leitura e escrita dos alunos; comparar o perfil de leitura e escrita e de funções neuropsicológicas de crianças  com dificuldades de leitura e escrita e de crianças leitoras e escritoras competentes; e analisar a variabilidade intra-grupos nas habilidades de leitura e escrita e nas funções neuropsicológicas, na busca de dissociações entre as rotas de leitura e de escrita e entre funções neuropsicológicas. Os estudos mostram indícios de uso de ambas as rotas de leitura e escrita, mas maior tendência à estratégia fonológica. Foram encontradas correlações significativas entre as habilidades de processamento de palavras e de texto. Encontram-se também correlações moderadas entre o desempenho dos alunos em leitura e escrita e a percepção do professor sobre estas habilidades. Algumas crianças com dificuldades de leitura e escrita usavam de forma imprecisa ambas as rotas de leitura e escrita. Algumas crianças apresentam escores estatisticamente inferiores em leitura e escrita em consciência fonológica, linguagem oral e repetição de pseudopalavras. Os estudos de casos mostraram padrões de leitura e escrita semelhantes à dislexia de desenvolvimento fonológica, dislexia de superfície e de dislexia mista. O perfil neuropsicológico também apresentou variabilidade intragrupo. Os dados são discutidos em uma abordagem neuropsicológica cognitiva.

CONCLUSÃO
Concluiu-se que, com base nas analises realizadas durante o processo de estágios e do desenvolvimento do Artigo Cientifico, que a criança chega à escola praticamente sem conhecer o uso e funções da escrita; conseqüentemente, sem valorizá-la.
Caberia a escola então, oferecer a essas crianças as condições de letramento que até agora lhes foram negadas, garantir uma aprendizagem significativa em leitura e escrita para terem acesso a todo tipo de informação e conhecimento e que o faça no momento certo e com facilidade.
É importante ressaltar também que o acompanhamento familiar, pedagógico e outros, são de suma importância no processo de alfabetização das séries iniciais do ensino fundamental.
Considerando os estudos para a realização deste artigo, descobrimos que a alfabetização é um processo que se desenvolve a partir da análise e reflexão que o aluno faz sobre a língua, não há muito que inventar em relação à situação de ensino e aprendizagem, pois a atividade especifica de reflexão sobre o sistema de escrita, devem basicamente se construir em contextos de uso dos conhecimentos que os alunos possuem, de análise das regularidades da escrita, de comparação de suas hipóteses com a dos colegas e com a escrita convencional, de resposta a desafios, de resolução de problemas.


REFERÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO, Educação em questão. 1987

ESCOLA DE COMUNICAÇÃO E ARTES. Comunicação e educação. USP, 2000.  

FERREIRO Emilia. Alfabetização em Processo. São Paulo: Cortez, 1993.

FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização, 24ª ed. São Paulo: Cortez, 1985.

FERREIRO, Emília. TEBEROSKY, Ana. A Compreensão do sistema de escrita: 1ª ed. Barcelona, 1981.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários á prática educativa, 28ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.  

GARCIA,Walter E.,Educadores Brasileiros do século XX. 2005

GRINSPUN, Mirian P. S. Zippin. A Orientação Educacional; Conflito paradigmas e alternativas para a escola - 2 ed. São Paulo. Cortez, 2002 170p.

SMOLKA, A. L. B. A. A criança na fase inicial da escrita: alfabetização como processo discursivo. 8 ed. São Paulo. Cortez / Universidade da Unicamp, 1999.

THUMS, Jorge, Acesso a realidade 3° edição –– editora ULBRA