domingo, 16 de maio de 2010

CONSTRUÇÃO DA LEITURA NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

RESUMO
Partindo da realidade sócio cultural dos educandos em relação ao processo ensino e aprendizagem, verificamos que é necessário repensarmos na educação do futuro como formação do conhecimento e não apenas como informação. Partindo dessa realidade, consideramos imprescindível elaborar este artigo, com a intenção de formarmos sujeitos do conhecimento despertando nos alunos o prazer pela leitura e escrita.
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Palavras-chave:
Leitura e escrita – Ensino fundamental – Artigo Científico

INTRODUÇÃO
Tendo em vista o numero considerável de alunos com dificuldades em leitura e escrita nos anos iniciais do Ensino Fundamental das escolas públicas do município, e buscando pesquisar as razoes para que tais dificuldades ocorram; é que decidiu-se elaborar este artigo de pesquisa intitulado: Alfabetização nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental.
 Com este artigo, pretende-se levantar questionamentos a respeito de quais fatores internos e externos levam ao fracasso dos educandos  com relação ao de construção da leitura e escrita e, através deles, buscar desenvolver diferentes estratégias na busca de soluções para sanar as dificuldades dos educandos. 

DESENVOLVIMENTO

Objetivo geral: Investigar porque algumas crianças levam mais tempo para aprender a ler e escrever do que outras.
Objetivos específicos:
- Analisar; através de pesquisa de campo, como os adultos introduzem os filhos no mundo da leitura / escrita.
- questionar a influencia da escola no processo natural de pensamento e aprendizagem.
- identificar, na escola, como se dá o contato das crianças como letrado.
- observar se a dificuldade de aprendizagem pode ter a sua origem na abordagem social dada ao currículo.

Segundo conceitos de educadores como Ferreiro (1985) e Freire (1996) a aprendizagem é um processo de evolução, onde escrever e ler são duas atividades da alfabetização e a leitura de mundo antecede a da escrita. O objetivo desta pesquisa é apontar segundo os autores pesquisados
que processo de alfabetização precisa ser construído e para isso devemos estudar muito e contar com teorias que embasem, que orientem nosso trabalho. Aprendemos construindo e, para construir, temos que pensar. Vimos ainda que professor deve ser mediador e saber como a criança aprende.

Sabendo-se que a leitura é um processo de construção que desenvolve no dia-a-dia e ocorre em interação com o ambiente, é necessário que os alfabetizadores proporcionem ambientes e atividades que garantam o processo ensino-aprendizagem eficaz.
Segundo Emilia Ferreiro, "a caracterização do processo de leitura com um processo no qual o leitor, para obterem significados, recorre às fontes de informações visuais e não visuais". (Ferreiro. 1993, p.69). Suas pesquisas deixam claro que o que leva o aluno a aprendizagem do código lingüístico não é o cumprimento de uma serie de tarefas ou conhecimento das letras e de sílabas, mas sim, a compreensão e a vivencia de diversas situações de comunicação.
De acordo com SMOLKA, "as crianças aprendem a escrever escrevendo e, lançam fazem possuem diversas formas para alcançá-la: perguntam, procuram, imitam, copiam, inventam, combinam... As crianças aprendem um modo de serem leitores e escritas nos seus contextos de utilização”.
            A leitura e a escrita são atividades mentais extremamente complexas, compostas por múltiplos processos interdependentes e que envolvem outras funções neuropsicológicas.
 Esta pesquisa é composta por  estudos, visando sanar as dificuldades de leitura e escrita de palavras e de texto; relacionar o julgamento do professor e as habilidades de leitura e escrita dos alunos; comparar o perfil de leitura e escrita e de funções neuropsicológicas de crianças  com dificuldades de leitura e escrita e de crianças leitoras e escritoras competentes; e analisar a variabilidade intra-grupos nas habilidades de leitura e escrita e nas funções neuropsicológicas, na busca de dissociações entre as rotas de leitura e de escrita e entre funções neuropsicológicas. Os estudos mostram indícios de uso de ambas as rotas de leitura e escrita, mas maior tendência à estratégia fonológica. Foram encontradas correlações significativas entre as habilidades de processamento de palavras e de texto. Encontram-se também correlações moderadas entre o desempenho dos alunos em leitura e escrita e a percepção do professor sobre estas habilidades. Algumas crianças com dificuldades de leitura e escrita usavam de forma imprecisa ambas as rotas de leitura e escrita. Algumas crianças apresentam escores estatisticamente inferiores em leitura e escrita em consciência fonológica, linguagem oral e repetição de pseudopalavras. Os estudos de casos mostraram padrões de leitura e escrita semelhantes à dislexia de desenvolvimento fonológica, dislexia de superfície e de dislexia mista. O perfil neuropsicológico também apresentou variabilidade intragrupo. Os dados são discutidos em uma abordagem neuropsicológica cognitiva.

CONCLUSÃO
Concluiu-se que, com base nas analises realizadas durante o processo de estágios e do desenvolvimento do Artigo Cientifico, que a criança chega à escola praticamente sem conhecer o uso e funções da escrita; conseqüentemente, sem valorizá-la.
Caberia a escola então, oferecer a essas crianças as condições de letramento que até agora lhes foram negadas, garantir uma aprendizagem significativa em leitura e escrita para terem acesso a todo tipo de informação e conhecimento e que o faça no momento certo e com facilidade.
É importante ressaltar também que o acompanhamento familiar, pedagógico e outros, são de suma importância no processo de alfabetização das séries iniciais do ensino fundamental.
Considerando os estudos para a realização deste artigo, descobrimos que a alfabetização é um processo que se desenvolve a partir da análise e reflexão que o aluno faz sobre a língua, não há muito que inventar em relação à situação de ensino e aprendizagem, pois a atividade especifica de reflexão sobre o sistema de escrita, devem basicamente se construir em contextos de uso dos conhecimentos que os alunos possuem, de análise das regularidades da escrita, de comparação de suas hipóteses com a dos colegas e com a escrita convencional, de resposta a desafios, de resolução de problemas.


REFERÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO, Educação em questão. 1987

ESCOLA DE COMUNICAÇÃO E ARTES. Comunicação e educação. USP, 2000.  

FERREIRO Emilia. Alfabetização em Processo. São Paulo: Cortez, 1993.

FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização, 24ª ed. São Paulo: Cortez, 1985.

FERREIRO, Emília. TEBEROSKY, Ana. A Compreensão do sistema de escrita: 1ª ed. Barcelona, 1981.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários á prática educativa, 28ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.  

GARCIA,Walter E.,Educadores Brasileiros do século XX. 2005

GRINSPUN, Mirian P. S. Zippin. A Orientação Educacional; Conflito paradigmas e alternativas para a escola - 2 ed. São Paulo. Cortez, 2002 170p.

SMOLKA, A. L. B. A. A criança na fase inicial da escrita: alfabetização como processo discursivo. 8 ed. São Paulo. Cortez / Universidade da Unicamp, 1999.

THUMS, Jorge, Acesso a realidade 3° edição –– editora ULBRA

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